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David de Tarso

PF investiga troca de etiquetas de bagagens para enviar cocaína ao exterior

Operação cumpre 21 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais

David de Tarso

PF investiga troca de etiquetas de bagagens para enviar cocaína ao exterior
Operação cumpre 21 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), as operações Elenco e Cross Targets para desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar o Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, para enviar cocaína ao exterior. Entre as estratégias identificadas pelos investigadores está a troca de etiquetas de bagagens para viabilizar o transporte da droga em voos internacionais.

Ao todo, cerca de 29 equipes da Polícia Federal, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, cumprem 21 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª e pela 4ª Varas Criminais Federais de Guarulhos.

As diligências ocorrem em Guarulhos, Santo André e na capital paulista, além de Ibitiúra, em Minas Gerais.

Segundo a investigação, o grupo contava com a participação de funcionários de empresas que atuam no aeroporto. Eles teriam acesso a áreas restritas e facilitariam o embarque da cocaína em aeronaves com destino ao exterior, inclusive por meio da inserção de malas nos compartimentos de carga e da troca de etiquetas de bagagens.

Apreensões no aeroporto

As apurações tiveram início a partir de apreensões de drogas realizadas pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, incluindo casos em que houve troca de etiquetas de bagagem.

O trabalho avançou após prisões em flagrante e o cumprimento de outros mandados judiciais, em julho de 2025. Na ocasião, um funcionário foi preso suspeito de inserir malas com cocaína em um voo com destino a Joanesburgo, na África do Sul. No mesmo mês, também foi preso o homem apontado como líder da organização criminosa.

A análise do material apreendido permitiu identificar pelo menos seis remessas de cocaína realizadas em um período inferior a três meses, além de uma tentativa de envio da droga por meio da troca de etiquetas de bagagem.

Bloqueio milionário

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 4,07 milhões. Também foram impostas restrições de acesso às áreas controladas do aeroporto e a suspensão do credenciamento dos funcionários investigados.

As investigações continuam, e a Polícia Federal afirma que vem intensificando as ações de combate ao tráfico internacional de drogas no Aeroporto de Guarulhos.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação e uso de documento falso. A responsabilização criminal dependerá da apuração dos fatos e das decisões judiciais.

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