Time da NFL investe no Brasil e visa crescimento do esporte olímpico
Enquanto o futebol americano tradicional continua conquistando novos fãs no Brasil, uma modalidade mais acessível e que fará parte dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 começa a ganhar espaço no país. De olho nesse potencial, a franquia do Miami Dolphins promoveu uma semana de clínicas gratuitas de flag football no Rio de Janeiro e em São Paulo, reunindo mais de 900 jovens e quase 100 treinadores.
O flag football é uma adaptação do futebol americano sem contato físico. Em vez de derrubar o adversário com um tackle, o defensor precisa retirar uma das fitas presas à cintura do jogador que está com a bola para encerrar a jogada. Como exige menos equipamentos, tem menor risco de lesões e pode ser praticado por homens e mulheres de diferentes idades, o esporte vem sendo apontado como a principal porta de entrada para o futebol americano em diversos países.
O investimento dos Dolphins faz parte de uma estratégia maior da National Football League, que tenta transformar o flag football em um esporte global. Depois que o International Olympic Committee confirmou a modalidade no programa olímpico de Los Angeles 2028, a liga intensificou projetos de desenvolvimento em mercados considerados estratégicos, entre eles o Brasil.
As atividades aconteceram entre 27 de julho e 1º de agosto. Foi o segundo ano consecutivo das clínicas no Rio de Janeiro e o terceiro em São Paulo, demonstrando a continuidade do projeto no país.
A programação começou com cursos voltados à formação de treinadores. Cerca de 50 profissionais participaram da clínica no Rio de Janeiro e outros 40 receberam capacitação em São Paulo. O objetivo foi ensinar metodologias de treinamento, fundamentos técnicos e ferramentas para que esses profissionais possam criar equipes e disseminar a modalidade em suas cidades.
As clínicas para jovens reuniram mais de 700 crianças e adolescentes, muitos deles tendo o primeiro contato com o esporte. Os treinamentos foram realizados na sede do Botafogo, em General Severiano, no Rio de Janeiro, e na Nossa Arena, em São Paulo, onde os participantes aprenderam fundamentos como passe, recepção, rotas, posicionamento, leitura de jogadas e estratégias ofensivas e defensivas.
A programação terminou com um festival de flag football no Clube Recreativo CERET, em São Paulo. Os jovens colocaram em prática tudo o que aprenderam durante a semana em exercícios e partidas amistosas, simulando situações reais de jogo.
As clínicas também contaram com a participação dos embaixadores dos Dolphins e do NFL Flag, Gabi Bankhardt e Lucas Bonini, além do ex-defensive tackle brasileiro Durval Queiroz, o Duzão, que atuou pela equipe de Miami, e do mascote oficial T.D.
Para Felipe Formiga, vice-presidente de Desenvolvimento Internacional do Miami Dolphins, o objetivo vai além de ensinar regras do jogo. Segundo ele, a iniciativa busca oferecer aos participantes ferramentas para desenvolver liderança, disciplina, trabalho em equipe e ampliar o acesso ao esporte.
O Brasil ocupa posição estratégica nos planos internacionais da NFL. O país integra o Programa Global Markets, que concede aos Dolphins direitos para desenvolver ações de marketing e projetos esportivos em território brasileiro. A liga considera o mercado brasileiro um dos que mais crescem fora dos Estados Unidos, tanto em audiência quanto em número de fãs.
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Eliseu Caetano
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