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Thiago Uberreich

Chile, adversário do Brasil em setembro, vendeu caro a derrota na Copa de 2014

A vitória nacional, no Mineirão, só foi conquistada nos pênaltis

Thiago Uberreich

David Luiz, do Brasil, emocionado comemora a vitória por 3 a 2 na disputa por pênaltis contra o Chile
Brasil e Chile na Copa do Mundo WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A seleção brasileira, comandada por Carlo Ancelotti, vai voltar a campo no dia 9 de setembro pela penúltima rodada das Eliminatórias para a Copa de 2026. Ainda há uma dúvida sobre o local da partida: Rio de Janeiro ou Belo Horizonte. Na história dos Mundiais, o Chile sempre foi freguês: 

Confrontos Brasil e Chile em Copas do Mundo

  • Brasil 4×2 Chile – semifinal – 1962
  • Brasil 4×1 Chile – oitavas de final – 1998
  • Brasil 3×0 Chile – oitavas de final – 2010
  • Brasil 1×1 Chile (3×2 nos pênaltis) – oitavas de final – 2014

O último confronto entre as duas seleções em mundiais foi equilibrado e a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari sofreu para conseguir a classificação:

BRASIL 1 × 1 CHILE (pênaltis: 3 × 2) – Belo Horizonte – 28.06.2014
Brasil: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires) e Oscar (Willian); Hulk, Neymar e Fred (Jô).
Chile: Bravo; Medel (Rojas), Francisco Silva e Jara; Isla, Marcelo
Díaz, Aránguiz, Vidal (Pinilla) e Mena; Vargas (Felipe Gutiérrez) e Alexis Sánchez.
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra).
Gols: David Luiz (17) e Alexis Sánchez (31) no primeiro tempo.

A seleção brasileira pressionou a saída do Chile desde o começo da partida. Aos 17 minutos, depois de uma cobrança de escanteio, Jara empurrou a bola contra as próprias redes em uma disputa com David Luiz. O gol foi dado para o zagueiro do Brasil: 1 a 0. O time de Felipão estava próximo do segundo gol, quando uma bobeada defensiva resultou no empate do Chile. Marcelo e Hulk se atrapalharam em uma cobrança de lateral e a bola sobrou dentro da área brasileira para Alexis Sánchez marcar aos 31 minutos: 1 a 1.

Na etapa final, o jogo ficou dramático. Hulk marcou aos 9 minutos, mas a arbitragem entendeu que ele tinha ajeitado a bola com o braço antes de chutar. Já Júlio César fez uma defesa milagrosa em um chute de Aránguiz. Apesar das chances de lado a lado, o gol não saiu, e o duelo foi para a prorrogação. Os atletas começaram a apresentar cansaço. O lance mais claro de gol surgiu em favor do Chile quando Pinilla recebeu na entrada da grande área e mandou uma bomba no travessão de Júlio César. Foi praticamente o último lance da prorrogação. Aqui, uma curiosidade: o jogador chileno faria, dias depois, uma tatuagem nas costas com o desenho da jogada que poderia ter dado a classificação ao país.

Na sequência, nas penalidades máximas, mais drama. David Luiz marcou para o Brasil. Júlio César defendeu o chute de Pinilla. Depois, Willian mandou para fora. O goleiro brasileiro salvou a cobrança de Alexis Sánchez. Marcelo ampliou para o Brasil: 2 a 0. Aránguiz fez o primeiro do Chile. Hulk chutou em cima do goleiro Bravo. Marcelo Díaz empatou: 2 a 2. Neymar recolocou o Brasil em vantagem. Na última cobrança, Jara mandou na trave: 3 a 2.

Em meio à comemoração pela vitória, a imagem que correu o mundo foi a do capitão Thiago Silva sentado na bola, aos prantos, postura que lhe gerou muitas críticas. A torcida e a imprensa o acusaram de não ter estabilidade emocional para vestir a camisa da seleção em um momento decisivo.

Júlio César também chorou, mas em tom de desabafo. Em 2010, o camisa 12 falhou contra a Holanda na desclassificação do Brasil. O goleiro chegou a pensar que jamais voltaria a vestir a camisa da seleção. Para piorar, ele ficou seis meses na reserva do Queens Park Rangers, da segunda divisão da Inglaterra, depois da conquista da Copa das Confederações, prejudicando a preparação para o Mundial. Agora, ovacionado no Mineirão, Júlio César foi destaque nos jornais do dia seguinte: “Se você tem um sonho, corra atrás dele. Não desista nunca. Sei que ainda não ganhamos nada, mas essa partida me dá uma força ainda maior. Fiquei emocionado porque meus companheiros vieram me abraçar com palavras de incentivo lembrando o que tinha acontecido. Mas, na hora dos pênaltis, me concentrei, me foquei.”

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Depois de passar pelo Chile, a seleção derrotou a Colômbia, 2 a 1, e chegou à fase semifinal para enfrentar a Alemanha, também no Mineirão. O desfecho é conhecido: 7 a 1 para a equipe adversária, no placar mais desonroso da história do futebol brasileiro. 

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