Farsa envolvendo o goleiro Rojas, do Chile, marcou as Eliminatórias da Copa de 1990
Foi uma das maiores farsas da história do futebol sul-americano, um papelão feito pelo goleiro chileno Rojas no duelo no Maracanã, em 3 de setembro de 1989. O jogador entrou em campo com uma lâmina cortante dentro das luvas. O objetivo era simular uma contusão quando tivesse oportunidade e prejudicar o Brasil. Ele aproveitou o momento em que a torcedora Rosenery Mello, que ficou conhecida como “Fogueteira do Maracanã”, atirou em campo um sinalizador da Marinha.
O artefato caiu cerca de dois metros do goleiro, mas ele deitou no chão e, discretamente, começou a passar a lâmina na testa. O goleiro, todo ensanguentado, deixou o campo carregado pelos companheiros que abandonaram a partida. Mas a farsa foi descoberta. A Fifa puniu a seleção chilena, que ficou de fora das competições internacionais até depois da Copa de 1994. A partida no Maracanã estava 1 a 0 para o Brasil, gol de Careca. Na súmula, foi dada a vitória por 2 a 0.
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O goleiro, banido do futebol, se arrependeu da farsa e, anos depois, trabalhou no São Paulo. Em entrevista à Jovem Pan, Rojas falou sobre o assunto com o jornalista Wanderley Nogueira.
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