França passa imagem de seleção imbatível da Copa, mas precisa fugir do ‘já ganhou’
A história das Copas mostra que seleções consideradas favoritas ao encantar o mundo pelas apresentações durante a competição nem sempre ficaram com o título. Em 1954, a Hungria derrubava os adversários e de goleada, mas perdeu a finalíssima para a Alemanha. A Holanda provou o mesmo gosto amargo, vinte anos depois, em 1974. A célebre “laranja mecânica”, de Cruyff, surpreendeu o planeta bola com um esquema tático inovador e foi derrotada na finalíssima também pelos alemães. A própria seleção brasileira não ficou com os títulos em 1950 e em 1982, apesar de se firmar como favorita no andamento do torneio.
A diferença do futebol apresentado pela França em relação às demais equipes poucas vezes foi vista em edições de Copas. A Argentina, atual campeã, também é favorita, claro, mas pelo fato de contar com Messi. Já os comandados de Deschamps mostram que, além do conjunto, têm atletas decisivos, como Mbappe, Dembele e Olise. Guardadas às devidas proporções, o trio lembra Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo que comandaram o Brasil na conquista do penta, em 2002.
Os “azuis” formam um time quase perfeito que defende quando precisa, ataca como ninguém. A França já marcou 16 gols na Copa, sendo a metade por Mbappe que, por incrível que pareça, perdeu um pênalti contra o Egito, nesta quinta-feira, em Boston. Em compensação, o camisa 10 marcou um golaço. Dembele também deixou o dele: 2 a 0, mesmo placar do embate entre as duas equipes na semifinal da Copa de 2022.
Até as quartas de final, a campanha da França já é a melhor quando comparada com as dos títulos em 1998 e 2018. A equipe venceu todos os jogos: Senegal, Iraque, Noruega, Suécia, Paraguai e Egito. O adversário da semifinal sai hoje do vencedor de Espanha e Bélgica, que se enfrentam em Los Angeles, às 16h (horário de Brasília). A minha curiosidade é saber como a equipe de Didier Deschamps vai se comportar com um adversário considerado mais forte.
Próximos jogos das quartas de final/Copa 2026
- Bélgica x Espanha – sexta-feira, às 16h – Los Angeles
- Noruega x Inglaterra – sábado, às 18h – Miami
- Suíça x Argentina – sábado, às 22h – Kansas City
Assuntos
continue lendo
Thiago Uberreich
Barbosa, um dos jogadores mais injustiçados do Brasil, foi eternizado em crônica de Nelson Rodrigues
Em 1959, nove anos depois da dolorosa derrota na Copa de 1950, o cronista pernambucano escreveu que o goleiro era eterno
- ‘Narrando meu pai’ conta a história de Pedro Luíz, um dos maiores nomes rádio do país Thiago Uberreich · há 2 dias
- Jogadores que perderam a Copa de 1950 morreram magoados e ressentidos, como Danilo, ‘o príncipe’ Thiago Uberreich · há 3 dias
- Gravação histórica reconta o título do Santos no Campeonato Paulista de 1967 Thiago Uberreich · há 6 dias
- Ouça a íntegra dos jogos da seleção na Copa de 1970 com comentários de Claudio Carsughi Thiago Uberreich · há 7 dias