Goleada americana sobre o Paraguai mostra que a Copa subverte os prognósticos
A partir de hoje, com o Brasil em campo, às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, as seleções tradicionais, finalmente, começam a estrear na Copa. Aí sim, será possível fazer uma análise mais realista do começo do mundial. Na primeira entrevista oficial desde o início da competição, o técnico Carlo Ancelotti afirmou que é bom sentir medo, uma referência às preocupações com o duelo deste sábado contra o Marrocos.
A provável equipe titular será Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior. Uma curiosidade: a última vez em que a seleção brasileira estreou no sábado em uma Copa foi em 1978, na Argentina. Na época, a equipe comandada por Cláudio Coutinho enfrentou a Suécia e tropeçou. O outro jogo do grupo C para ficar de olho será às 22h, em Boston, entre os adversários do Brasil: Haiti e Escócia.
O futebol sul-americano não começou bem o mundial com a goleada imposta pelos Estados Unidos, em Los Angeles, ao Paraguai por 4 a 1. A etapa inicial foi de gala. Pela primeira vez, os americanos balançaram as redes adversárias quatro vezes em uma partida de mundial. O destaque foi Balogun, com dois gols. Bobadilla, do São Paulo, em um lance infeliz, marcou contra e Reyna fechou o placar. O de honra do Paraguai foi de Maurício, do Palmeiras. O segundo jogo do Grupo D será entre Austrália e Turquia, em Vancouver, no Canadá, a uma da madrugada de sábado para domingo.
Os canadenses, outro país anfitrião, só empataram com a Bósnia, em Toronto, e pontuaram pela primeira vez em uma Copa. Lukic marcou para os europeus, mas Larin garantiu a igualdade para os anfitriões diante da torcida. O duelo foi fraco tecnicamente, o que já era esperado. O complemento da primeira rodada do Grupo B terá o duelo entre Qatar e Suíça, em São Francisco, às 16h.
Os dois primeiros dias de Copa já mostraram que não adianta perder tempo com prognósticos, vide o fracasso do Paraguai. A equipe comandada pelo argentino Gustavo Alfaro era exaltada pela defesa, agora a mais vazada da competição, até aqui.
Que a seleção brasileira também possa subverter as perspectivas e dar início a uma jornada histórica de oito partidas.
continue lendo
Thiago Uberreich
Apesar do terceiro lugar na Copa de 1938, a seleção foi recebida com festa na volta ao país
As ruas do Rio de Janeiro ficaram lotadas para recepcionar os jogadores
- Há 52 anos, o lateral esquerdo Everaldo foi o primeiro tricampeão a falecer Thiago Uberreich · há 23 horas
- Mário Filho usou as páginas do Jornal dos Sports para defender a construção do Maracanã Thiago Uberreich · há 2 dias
- Nos anos 70, Paulo Machado de Carvalho relembrou o início da Rádio Record em entrevista à emissora Thiago Uberreich · há 3 dias
- Jogo decisivo da Libertadores de 1968 entre Palmeiras e Estudiantes teve ampla cobertura do rádio Thiago Uberreich · há 6 dias