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Thiago Uberreich

Isaías Ambrósio dedicou à vida ao Maracanã e lamentava a derrota em 1950

Funcionário que trabalhou por mais tempo no Maracanã, demonstrava tristeza pela derrota da seleção em 1950

Thiago Uberreich

Isaías Ambrósio
isaias-ambrosio Reprodução/TV Univercidade

Isaías Ambrósio (1928-2012) sabia de cor e salteado detalhes pouco conhecidos do Maracanã. Além de trabalhar por décadas no maior estádio do mundo, quando morreu, era o funcionário mais antigo da praça de esportes, construída em 1950 para a Copa do Mundo. O crachá dele tinha número de matrícula 0009. Isaías ficou mais conhecido por atuar como guia de visitação do estádio, mas, antes, trabalhou como pedreiro, telefonista e segurança. Quando casou pela segunda vez, não titubeou ao escolher o local da cerimônia: o próprio Maracanã. 

Nascido em Bauru, interior de São Paulo, terra do Rei Pelé, Isaías Ambrósio ficou na ativa até 2004. Quando o estádio completou cinco décadas, recebeu o título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro e a Medalha Pedro Ernesto.

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Em 2000, fiz uma entrevista com ele sobre a derrota brasileira na Copa de 1950. Ambrósio contou que os fogos de artifício já estavam preparados para comemorar o título da seleção brasileira. Entretanto, o Uruguai estragou a festa nacional. 

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