‘Lira é só um ex-presidente’, diz líder do MDB ao defender que Motta participe de reorganização da base governista
O líder do MDB, Isnaldo Bulhões, defendeu que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), participe da reorganização da base governista e ajude a identificar os deputados de centro que podem ser fiéis ao governo e, portanto, “mereçam” cargos em ministérios, órgãos do governo Lula, autarquias ou bancos estatais. Bulhões criticou a participação que o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) ainda tem na composição de cargos do governo. “Lira é só um ex-presidente”, disse o líder do MDB à Jovem Pan.
Após a derrota na medida provisória que taxava aplicações financeira e sob o risco de um rombo no orçamento do ano que vem, o governo decidiu reorganizar a base no Congresso. Dessa vez, atraindo os deputados individualmente, sem contar com lideranças partidárias ou presidentes de partidos de centro. As demissões ocorrem, em sua maioria, nos segundo e terceiro escalão do governo, ou seja, não são ministros nem presidentes de autarquias.
Para lideranças de partidos de centro, o governo tem aproveitado a onda de popularidade para enfrentar o Centrão, sob garantia do apoio da sociedade. Integrantes do União Brasil e PP, no entanto, pontuam que as demissões podem deixar os deputados ainda mais irritados e distantes do governo, já que agora eles não teriam nada que os incentivasse a votar a favor do Palácio do Planalto.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Os líderes de centro ainda destacam que o afastamento pode impactar nas costuras locais para as eleições de 2026, já que a maior parte dos cargos era cedido nos estados. Líderes governistas, ao contrário, avaliam que o governo pode até mesmo atrair novamente os deputados que estavam distantes, depois de provar que as ameaças de demissões eram verdadeiras.
[jp-related-posts ids=”2057805,2066411″]