CBF anuncia o óbvio e faz reunião de apoio político
A CBF divulgou hoje o balanço do primeiro ano de gestão e detalhou o planejamento da Seleção Brasileira para o ciclo 2027-2030.Os dois grandes objetivos anunciados foram:
1) Vencer a Copa América de 2028 (sede ainda não confirmada pela Conmebol, mas com forte chance de contar com os 10 sul-americanos + 6 seleções da Concacaf);
2)Terminar em 1º lugar nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2030.
O problema é que esses “objetivos” são tão óbvios que nem precisariam ser anunciados. Soa como o mínimo que se espera de uma seleção do porte da brasileira.
Na minha opinião, a reunião serviu muito mais como demonstração de apoio político das federações estaduais do que como um verdadeiro balanço técnico.
Foi um momento para reforçar laços, blindar a gestão atual, justificar orçamento e futuras convocações.
Samir Xaud foi eleito com apoio maciço dos presidentes estaduais e sabe muito bem: quem controla as federações, controla a CBF. E tomou conhecimento que já há interessados no seu cargo.
Carlo Ancelotti está de férias no Canadá e não participou da reunião — quem falou em nome da comissão técnica foi o coordenador Rodrigo Caetano.
No fim das contas, o que realmente vai valer é o que mudar de verdade nos próximos meses: calendário, investimento na base, finanças e modelo de trabalho.
Mas, como a história da CBF nos ensina, traição política interna nunca é novidade por aqui…
Até a próxima!
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Thiago Uberreich
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