Marrocos prova: tempo curto pode dar certo
Tempo de trabalho do treinador na seleção é um tema que rende muita discussão. A maioria dos analistas defende que é preciso muito tempo no cargo para construir identidade, entrosamento e um projeto sólido.
Mas o Marrocos vem provando o contrário nas duas últimas Copas.Regragui assumiu a seleção com apenas 75 dias antes do Mundial de 2022 e chegou à semifinal.
Agora, Ouahbi está no cargo há menos de quatro meses e já colocou o time nas quartas de final.Claro que há contextos importantes: qualidade do elenco ;ideia tática clara ;motivação alta.Muitos jogadores já se conhecem há anos (da base ou de convocações anteriores), e a identidade “Leões do Atlas” já existia.
Os treinadores não precisaram começar do zero.Nem sempre isso funciona — vários países que trocam técnico às pressas fracassam.
O Marrocos encontrou uma combinação rara: bom material humano + treinadores adaptáveis.Tempo longo ajuda muito (Scaloni e Deschamps são exemplos), mas não é obrigatório quando o resto está alinhado.
O modelo marroquino é um projeto de curto prazo bem executado.Será que isso vira tendência ou continua sendo exceção?
Até a próxima.
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