A relação entre irresponsabilidade fiscal e falência de empresas
De acordo com a Serasa Experian, 2273 entraram em recuperação judicial no Brasil em 2024. Desse total, 92% são micro, pequena ou média empresa. Infelizmente, o cenário para 2025 não é diferente. A elevação dos juros para combater a inflação, o dólar em patamar elevado e as incertezas econômicas podem levar a muitas empresas a fecharem as portas neste ano.
O problema é que muitas firmas contrariam dívidas pós fixadas na pandemia, quando o CDI chegou a 2,00%. No entanto, com a rápida subida dos juros, chegando a 13,25% a.a para conter a inflação, as despesas financeiras dessas companhias se tornaram impagáveis. Além disso, com a Selic a 13,25%, o crédito se tornou mais escasso nos bancos.
Nesse cenário, muitas empresas não conseguem obter empréstimos suficientes para rolar suas dívidas. Para piorar, o juro alto desaquece a economia, reduzindo a receita das empresas. Além da alta dos juros, muitas firmas também sofrem com a inflação e a alta do dólar, principalmente aqueles que necessitam importar matérias-primas no seu processo de produção ou tem insumos cotados na moeda norte americana. Lamentavelmente, essas dificuldades devem continuar para 2025.
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As projeções macroeconômicas não são nada animadoras. As previsões de dólar rondam na casa de R$ 6,00, Selic a 15% e inflação a 5,65%, de acordo com o último Boletim Focus do Banco Central. Caso esse cenário se concretize, é inevitável a falência de várias empresas, gerando aumento do desemprego e perda de renda na sociedade. A raiz desse problema é irresponsabilidade fiscal, que elevou o dólar, a inflação e os juros.
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