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Alckmin diz que discussão sobre 6×1 é tendência mundial, defende debate, mas não revela se governo apoiará PEC

Vice-presidente falou sobre o tema em Baku, no Azerbaijão, onde participa da Cúpula da ONU para Mudanças Climáticas; proposta apresentada por Erika Hilton na Câmara já tem mais de 130 assinaturas

Redação

O Vice-Presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, discursa na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática
UN Climate Change Conference COP29 ANATOLY MALTSEV/EFE/EPA

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou que o governo ainda não iniciou discussões sobre a redução da jornada de trabalho na escala 6×1, apesar de essa ser uma “tendência observada em várias partes do mundo”. Em entrevista durante a COP 29, realizada em Baku, Alckmin enfatizou que essa questão deve ser debatida pela sociedade e pelo Parlamento, ressaltando que o governo de Lula ainda não abordou o tema. A proposta de mudança na jornada de trabalho ganhou destaque nas redes sociais, especialmente após a apresentação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O texto sugere a implementação de uma carga horária de 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias.

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Embora a proposta tenha o apoio de mais de 130 parlamentares, são necessárias 171 para que avance no Congresso. Hilton busca modificar o artigo 7º da Constituição, permitindo jornadas mais curtas e um maior número de dias de descanso, algo que já é praticado em diversos países. No entanto, a proposta enfrenta resistência, especialmente de setores como o de bares e restaurantes, que expressam preocupações sobre possíveis aumentos nos preços dos serviços. Já o Ministério do Trabalho e Emprego manifestou a posição de que a negociação sobre a jornada de trabalho deve ocorrer diretamente entre empregadores e empregados, sem a necessidade de intervenções legislativas.

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Publicada por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA