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Macroeconomia

Brasil em último lugar no ranking de competitividade industrial: a causa é fiscal

De acordo com o relatório, a falta de competitividade de nossa indústria está ligada a taxas de juros elevadas, impostos altos, falta de infraestrutura e baixa produtividade da mão de obra

Alan Ghani

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Linha de montagem da Honda FILIPE ARAÚJO/ESTADÃO CONTEÚDO

O Brasil ficou em último num ranking de competividade industrial, de um total de 17 países, de acordo com estudo elaborado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Não é que o Brasil perdeu somente dos EUA, China e Japão. O país ficou atrás da Argentina, da Turquia e do Peru.

De acordo com o relatório, a falta de competitividade de nossa indústria está ligada a taxas de juros elevadas, impostos altos, falta de infraestrutura e baixa produtividade da mão de obra. O que o estudo não diz é que todos esses problemas tem uma raiz comum: o descontrole fiscal.

Para manter o gigantesco Estado brasileiro, gasta-se muito dinheiro, sobrando pouco para investimentos em infraestrutura e educação de base e técnica de qualidade – o que explica nossa baixa produtividade. Além disso, o elevado gasto público, exige a cobrança de altos impostos manter a máquina pública.

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No entanto, como os impostos não são suficientes para fechar a conta, o governo se endivida cada vez mais com a sociedade brasileira, pressionado as taxas de juros por conta do aumento do risco de crédito. Tanto os impostos como os juros penalizam a indústria ao trazerem elevação de custos de produção e diminuição da demanda de consumo. 

Para sairmos dessa armadilha que nos condena ao atraso não há outra saída a não ser cortar gastos. Dessa forma, será possível reduzir impostos, cair os juros e sobrar mais dinheiro para investimentos em infraestrutura. Difícil é convencer os políticos a cortarem na própria carne.

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