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Macroeconomia

Dólar dispara e fecha acima de R$ 5,50 com temor fiscal e nova tensão entre EUA e China; Bolsa cai

Pacote de gastos do governo e ameaça de tarifas de Trump derrubam o real e o Ibovespa; moeda americana tem maior alta desde agosto

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Dólar
DÓLAR CAI AGORA MAS EXPECTATIVA É DE ALTA Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O dólar teve forte valorização nesta sexta-feira (10) e encerrou o pregão em alta de 2,39%, cotado a R$ 5,5037, o maior nível de fechamento em mais de dois meses. O movimento refletiu uma combinação de tensões políticas e fiscais no Brasil com nova rodada de atritos comerciais entre Estados Unidos e China, que elevou a aversão ao risco entre investidores. No mercado doméstico, a divulgação do novo modelo de crédito imobiliário e as recentes ações do governo federal para alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentaram a percepção de risco fiscal.

As medidas do governo incluem a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, subsídios de energia e gás e expansão de programas sociais. A avaliação predominante no mercado é que as medidas têm caráter populista e podem comprometer a meta fiscal do próximo ano, especialmente após a derrota da Medida Provisória que elevava o IOF no Congresso.

O real teve o pior desempenho entre moedas emergentes, pressionado também pela queda de cerca de 4% no preço do petróleo, após o cessar-fogo entre Israel e Hamas. No exterior, o clima piorou após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que avalia um “grande aumento” das tarifas sobre produtos chineses. Segundo ele, a medida seria uma resposta à decisão de Pequim de impor controles sobre exportações de terras-raras. A retórica reforçou o temor de uma nova guerra comercial, levando investidores a buscar refúgio em ativos considerados seguros, como ouro e títulos do Tesouro americano. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas fortes, recuou 0,5%, mas a divisa americana ganhou força frente ao real.

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A Bolsa de Valores (B3) acompanhou o movimento global de cautela e fechou em queda de 0,73%, aos 140.680 pontos, no menor patamar desde o início de setembro. Foi a terceira semana consecutiva de perdas, com recuo acumulado de 2,44%. Entre as maiores baixas do dia estiveram CSN (-6,06%), Hapvida (-6,02%) e Braskem (-3,83%). No lado positivo, Engie (+1,45%) e Suzano (+1,05%) resistiram à queda generalizada.

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Publicada por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA