JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal da Manhã – 1ª Edição | 05h00 - 07h00
Macroeconomia

Dólar recua com inflação dos EUA acima do esperado; Ibovespa sobe

Mercados em todo o mundo analisam os efeitos da alta nas políticas de estímulo monetário da maior economia do globo

Gabriel Bosa

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam no campo positivo nesta quinta-feira, 10, com investidores analisando o avanço da inflação acima do projetado nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) foi a 5% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o maior salto anual desde agosto de 2008. A média das análises previa alta de 4,7%. Por volta das 11h40, o dólar registrava queda de 0,47%, cotado a R$ 5,045. A divisa norte-americana chegou a máxima de R$ 5,067, enquanto a mínima não passou de R$ 5,034. O dólar fechou a véspera com alta de 0,68%, a R$ 5,069. Apesar do otimismo nos mercados internacionais, o Ibovespa, referência da B3, operava com leve alta de 0,01%, aos 129.901 pontos. O pregão desta quarta-feira, 9, encerrou com alta de 0,09%, aos 129.906 pontos.

Mercados em todo o mundo acompanham o segundo avanço consecutivo da inflação norte-americana e os reflexos na política monetária do país. O CPI subiu 0,6% em maio ante abril, quando já havia registrado avanço de 0,8%. As duas altas vieram acima das projeções do analistas, que passam a enxergar um possível movimento do Banco Central dos EUA (Fed, em inglês) na diminuição dos estímulos para frear o crescimento da inflação. A autoridade monetária vai divulgar na quarta-feira, 16, os próximos rumos da política monetária. A expectativa é que o Fed mantenha os juros em valores mínimos e continue a compra de títulos públicos para alavancar a economia após o choque do novo coronavírus. Ainda nos EUA, o Departamento de Trabalho informou nesta manhã que registrou 376 mil pedidos de seguro-desemprego na semana passada, pouco acima dos 370 mil esperados pelos analistas.

Ainda no cenário internacional, o Banco Central Europeu manteve a política de estímulos em meio ao processo de recuperação econômica. A autoridade monetária se comprometeu em deixar os juros em patamares reduzidos, além de comprar US$ 2,2 trilhões em títulos públicos até março de 2022. Segundo a presidente Christine Lagarde, a inflação, que está abaixo de 2%, deve recuar em breve. “A inflação acelerou nos últimos meses, em grande parte por conta de efeitos de base, fatores transitórios e aumento dos preços de energia. Espera-se que suba ainda mais na segunda metade do ano, antes de cair à medida que fatores temporários desaparecem”, afirmou.

[jp-related-posts ids=”1108154,1108095,1108149″]

Na pauta doméstica, investidores aguardam pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central entre a próxima terça e quarta-feira para decidir a nova taxa de juros da economia brasileira. A autoridade monetária elevou a Selic para 3,5% em maio ao acrescentar 0,75 ponto percentual. As expectativas apontam para um novo ajuste da mesma magnitude, levando a taxa para 4,25%. A inflação subiu 0,83% em maio, o maio valor para o mês em 25 anos, e acumulou alta de 8,06% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira.