‘Estamos faturando como se fosse dezembro’, comemora superintendente da Lojas CEM sobre retomada
O superintendente da Lojas CEM, José Domingos Alves, minimizou o fato da empresa ter feito a opção por lojas físicas, sem presença no e-commerce ou mesmo em shoppings, mesmo diante da pandemia. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, desta quarta-feira (19), o executivo afirmou que a retomada, até aqui, prova que a companhia está no caminho certo. “Para nossa surpresa, quando reabrimos as lojas, vimos uma quantidade enorme de pessoas querendo comprar em nossos endereços. A gente percebeu que, sim, um ou outro consumidor passou a adquirir produtos em outra plataforma, mas nossas vendas explodiram. Tivemos que conter o acesso das pessoas, houve filas e filas de pessoas. O carinho com a nossa empresa nos emocionou. Estamos desde julho reabrindo algumas lojas e estamos faturando como se fosse dezembro. É incrível. Recebemos muitas mensagens de apoio. E nos mostrou que não estamos tão errados assim. A população entende que tem que ter alguém especialista, com olho no olho, para atendê-las. Nossas lojas são amplas e confortáveis, as pessoas se sentem bem, até adiamos planos de entrar no comércio eletrônico.”
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De acordo com José Domingos Alves, a empresa é “bem estruturada” e, por isso, conseguiu manter seu patamar mesmo diante da crise. “Apesar de estarmos sem receita [no começo], não atrapalhou em nada nosso futuro. Nós mantivemos todos os nossos investimentos, honramos todos os compromissos com nossos fornecedores, até antecipamos pagamentos, não demitimos ninguém.”
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“É um momento para reflexões, quando veio a pandemia mundial, algo que ninguém esperava, fomos obrigados a fechar todas as lojas, nunca havíamos pensado nisso. Veio o questionamento: e agora? Como se destacar em um mercado tão competitivo como o varejo brasileiro? Como sobreviver sem nenhuma receita? Foi o que aconteceu, a nossa maior quantidade de lojas está no estado de São Paulo, que foi um dos estados que teve maior rigor no fechamento do varejo, e ficamos praticamente 60 dias com as lojas sem funcionar. Mas, ao longo da nossa história, criamos uma estrutura para momentos difíceis”, completou.