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Macroeconomia

Galípolo diz que convergência da inflação para a meta de 3% está lenta

Durante evento em São Paulo, presidente do BC destaca a resiliência do mercado de trabalho, que se mantém aquecido mesmo com a taxa de juros elevada

Nicolas Robert

Gabriel Galípolo afirma que a Faria Lima ou as fintechs são vítimas do crime organizado
Gabriel Galípolo afirma que a Faria Lima ou as fintechs são vítimas do crime organizado FÁTIMA MEIRA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (29), durante um evento em São Paulo, que a convergência da inflação brasileira para a meta de 3% tem sido lenta. Em sua fala, o presidente do BC destacou a resiliência do mercado de trabalho, que se mantém aquecido mesmo com a taxa de juros elevada, e indicou que a autoridade monetária deve manter a política de aperto por um período prolongado.

Galípolo enfatizou que, apesar de a taxa Selic estar elevada, o mercado de trabalho está aquecido, atingindo o que ele chamou de “pleno emprego ou para lá do pleno emprego”. Ele qualificou o momento como o melhor índice das últimas três décadas, descrevendo o mercado como “exuberante”.

A coexistência de juros altos e um mercado de trabalho forte é vista como um desafio para o combate à inflação, levando Galípolo a questionar: “A pergunta que coloca a questão da maneira adequada é por que, mesmo com uma taxa de juros num patamar que para qualquer outra economia seria entendido como bastante restritivo, né, de 10% de juros real, você ainda enxerga um mercado de trabalho que tá no pleno emprego ou para lá do pleno emprego?”

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O presidente do BC reforçou que não existe “atalho” para a autoridade monetária, e que desvios podem tornar o caminho de volta mais longo. Por isso, o caminho a ser seguido é de “serenidade e persistência”.

Ele alertou que o período mais difícil será o de “permanecer com a taxa de juros num patamar por um período bastante prolongado”, uma fase que exigirá “trincar os dentes”. A resiliência do mercado de trabalho é explicada, segundo Galípolo, pelos estímulos de demanda e pelas reformas estruturais.

*Com informações de Camila Yunes

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*Reportagem produzida com auxílio de IA