Guedes sobre Coaf: Faço questão de não ter poder
O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a avaliar que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) estava sendo politizado como tema, e novamente alegou que o órgão era vítima de um conflito – legítimo – entre os poderes. “A demarcação de territórios ocorre o tempo todo na democracia”, avaliou.
Guedes ressaltou que o Banco Central é o lugar natural para a existência do órgão de inteligência financeira, sem politização, principalmente com o projeto de autonomia para a autoridade monetária.
“A solução para o Coaf é tecnicamente superior. Estamos respondendo às diversas pressões que sofremos com o aperfeiçoamento profissional. O Coaf está no lugar melhor possível”, afirmou o ministro.
“Às vezes se colocam os nomes de pessoas em casos injustos, e quem indeniza esse feito moral? Temos que impedir maus usos do poder. O monitoramento tem que ser técnico, com algoritmos impessoais”, acrescentou.
Guedes disse ainda que a transferência do órgão para o BC também evita a concentração de poder nas mãos do ministro da Economia, que já comanda a Receita Federal. “É importante evitarmos concentração de poderes no regime democrático. Não é razoável que um ministro controle Receita e Coaf. Faço questão de não ter esse poder aqui”, concluiu.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Macroeconomia
BC reduz taxa de juros a 13,75% ao ano
Em comunicado, o Copom disse que a decisão é 'compatível com a estratégia' de convergir a inflação à meta, mas afirmou haver 'cenário de incerteza' para a continuidade dos cortes
- Fecomércio vê impacto relevante no comércio com fim da escala 6×1 Jovem Pan · há 3 semanas
- Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto Agência Brasil · há 3 semanas
- PIB brasileiro tem 5º maior crescimento do mundo no 2º trimestre; leia ranking Agência Brasil · há 4 semanas
- Governo estima aumento do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027 Jovem Pan · há 4 semanas