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Macroeconomia

Haddad comenta pressão de multinacionais e diz que país não pode ‘nem sonhar em privatizar o Pix’

Ministro da Fazenda classificou o sistema de pagamento desenvolvido pelo Banco Central, em 2020, como uma 'tecnologia soberana'

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com a primeira-dama Janja e os ministros Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann durante 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS). Palácio do Itamaraty
54702029434_121d7eb761_k Ricardo Stuckert/PR

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (5) que está “fora de cogitação” qualquer tentativa de privatizar o Pix. Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, em Brasília, o ministro rechaçou a pressão de multinacionais sobre o sistema de pagamentos brasileiro, que classificou como uma “tecnologia soberana”. “Nós não podemos nem sonhar, nem pensar, nem imaginar em privatizar algo que não tem custo para o cidadão”, disse Haddad. “Imaginar que vamos ceder à pressão de multinacionais que estão incomodadas com a tecnologia… Isso está completamente fora de cogitação.”

As declarações ocorrem em meio a tensões com os Estados Unidos, que investigam o sistema brasileiro por meio do Escritório do Representante de Comércio (USTR). Embora o relatório americano não mencione diretamente o Pix, o texto aponta possíveis práticas desleais em serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos por governos, o que inclui a ferramenta brasileira. Segundo o USTR, essas práticas poderiam prejudicar a competitividade de empresas americanas no setor.

Criado em 2020 e gerido pelo Banco Central, o Pix permite transferências instantâneas e gratuitas entre usuários, 24 horas por dia. Desde seu lançamento, o sistema ganhou protagonismo no Brasil e passou a atrair atenção internacional, inclusive como modelo para outros países.

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Haddad também comentou a busca do governo brasileiro por parcerias estratégicas em áreas como a produção de baterias e painéis solares. Segundo ele, o país está em posição privilegiada para atrair investimentos em minerais críticos e tecnologias sustentáveis, mas é preciso cautela nas relações com potências internacionais. “Queremos mais parceria, mas não vamos cair na ilusão de governos que, com desinformação, tomaram medidas agressivas contra o Brasil”, afirmou, em referência velada aos Estados Unidos.

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Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA