Justiça dá 72 horas para Bolsonaro explicar mudança na Petrobras
O juiz federal André Prado de Vasconcelos, da 7ª Vara Federal de Minas Gerais, determinou que o presidente Jair Bolsonaro e a União expliquem, em até 72 horas, a indicação do general Joaquim Silva e Luna para o cargo de presidente da Petrobras. O anúncio foi feito pelo chefe do Executivo Federal na sexta-feira, 19. Caso a indicação seja confirmada, o militar substituirá o atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco, indicado por Bolsonaro após as eleições presidenciais de 2018.
O pedido de liminar para impedir a substituição de Castello Branco foi feito pelos advogados Daniel Perrelli Lança e Gabriel Senra. Na petição, afirmam que Bolsonaro está “constrangendo o Conselho de Administração” da Petrobras e interferindo na empresa por “interesses político-ideológicos”. Em seu despacho, o magistrado afirma que “conforme amplamente divulgado pelos veículos de comunicação, a aprovação do indicado para a Presidência da Petrobras depende de deliberação do respectivo Conselho de Administração, ainda não ocorrida”. A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que não comenta processos em tramitação judicial.
A empresa estatal sofreu uma nova queda nas ações e perdeu quase R$ 75 bilhões em valor de mercado nesta segunda-feira, 22. A estatal perdeu mais de R$ 100 bilhões em valor de mercado desde sexta-feira, 19. As ações ordinárias da empresa fecharam a segunda em queda de 20,48%, enquanto que as ações preferenciais recuaram 21,51%. Na sexta, primeiro dia de queda, as ações ordinárias fecharam o pregão em queda de 7,92% e os papéis preferenciais caíram 6,63%. A queda da Petrobras fez com que o Ibovespa também fechasse o dia em baixa. O principal índice da Bolsa de Valores Brasileira fechou a segunda com diminuição de 4,87%, aos 112.667. O dólar também fechou o dia com alta de 1,2%, sendo cotado a R$ 5,453, chegando a bater a marca de R$ 5,533.
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