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Macroeconomia

Lula chega a Pequim para estreitar laços com a China e participar do fórum Celac

A viagem faz parte de uma agenda internacional que também incluiu passagem por Moscou, onde presidente participou das comemorações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial

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Lula ao lado de Xi Jinping durante
54508077049_966d5d64e5_k Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca neste sábado (10) em Pequim, na China, para dar início a uma visita de Estado que reforça a parceria estratégica entre os dois países e amplia o diálogo do Brasil com a América Latina e o Caribe no âmbito do Fórum China-Celac. A viagem faz parte de uma agenda internacional que também incluiu passagem por Moscou, onde Lula participou das comemorações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial e se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin.

Na capital chinesa, Lula terá encontros bilaterais com o presidente Xi Jinping e outras autoridades locais. A expectativa é de que sejam assinados pelo menos 16 acordos em áreas como agricultura, comércio, investimentos, infraestrutura, indústria, energia, mineração, ciência e tecnologia, comunicação, saúde, educação e cultura. Outros 32 acordos seguem em negociação, segundo o Itamaraty.

A China é, desde 2009, o principal parceiro comercial do Brasil. Somente nos três primeiros meses de 2025, o comércio bilateral alcançou cerca de US$ 38,8 bilhões. O Brasil exporta principalmente petróleo bruto, soja e minério de ferro, enquanto importa embarcações, equipamentos de telecomunicações e máquinas elétricas.

Além das negociações econômicas, Lula também participa da quarta reunião do Fórum China-Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), mecanismo que busca aproximar a China dos países da região e fortalecer a cooperação em áreas como economia digital, conectividade, gestão de riscos de desastres, saúde, segurança alimentar e transição energética.

Em entrevista recente à revista The New Yorker, Lula reforçou o papel da China no cenário global e criticou a visão ocidental de rivalidade com o país asiático. “Não aceitamos a ideia de uma nova Guerra Fria. Aceitamos a ideia de que, quanto mais semelhantes os países forem — tecnológica e militarmente — mais eles precisarão dialogar entre si”, afirmou.

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A visita a Pequim encerra uma semana intensa de articulação internacional do presidente, que buscou reforçar o papel do Brasil como um ator relevante no diálogo multilateral, defensor da paz e da cooperação global.

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*Reportagem produzida com auxílio de IA