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Macroeconomia

Mercado prevê Selic em 14,75% pela sexta semana consecutiva

De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (16), a mediana das expectativas para o IPCA de 2025 caiu de 5,44% para 5,25%

Victor Trovão

Banco Central
Banco Central Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

A mediana das previsões do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 caiu de 5,44% para 5,25%, conforme divulgação realizada nesta segunda-feira (16), pela autoridade monetária. Agora, está 0,75 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Considerando apenas as 115 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 5,34% para 5,24%. A projeção para o IPCA de 2026 permaneceu em 4,50% pela quinta semana consecutiva, colada ao teto da meta. Considerando apenas as 112 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também ficou em 4,50%.

O Banco Central espera que o IPCA some 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de maio. O fim do ano que vem é o horizonte relevante do colegiado. Na última decisão, o comitê aumentou a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual, de 14,25% para 14,75% o maior nível desde julho de 2006. O Copom volta a se reunir esta semana, entre terça e quarta-feira, e deve atualizar suas projeções de inflação.

A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela 17ª semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 se manteve em 3,85%. Um mês antes, era de 3,80%.

Dólar 

A mediana das expectativas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para a cotação do dólar no fim de 2025 caiu de R$ 5,80 para R$ 5,77. Um mês antes, era de R$ 5,82.  A estimativa intermediária para a moeda norte-americana no fim de 2026 diminuiu de R$ 5,89 para R$ 5,80. Quatro semanas atrás era de R$ 5,90. A projeção para o dólar no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,80 pela quinta semana seguida.
A mediana para o fim de 2028 se manteve em R$ 5,80 pela segunda semana consecutiva. Quatro semanas atrás estava em R$ 5,85. A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

PIB

A mediana das projeções do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 aumentou de 2,18% para 2,20% Um mês antes, era de 2,02%. Considerando apenas as 69 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, permaneceu em 2,26%. O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou, na ata da sua reunião de maio, que a taxa de juros “significativamente contracionista” tem contribuído para moderar o crescimento da atividade. Segundo o colegiado, a tendência é que esse processo ganhe força nos próximos trimestres.

No último Relatório de Política Monetária (RPM), de março, o Banco Central diminuiu a projeção de crescimento do PIB de 2025, de 2,1% para 1,9%. A estimativa será atualizada no próximo dia 26, quando a autoridade monetária divulga nova edição do RPM.

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A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 aumentou de 1,81% para 1,83%. Considerando só as 67 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,83% para 1,81%. A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela 11ª semana seguida.  A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 66ª semana seguida.

*Com informações do Estadão Conteúdo 
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