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Macroeconomia

Mercado reduz projeção de inflação para 2025, mas expectativa segue acima da meta

Divulgado nesta segunda-feira (28), Boletim Focus aponta leve ajuste nas previsões, mas cenário continua desafiador para o controle de preços

Agência Brasil

moedas de um real
moedas - dinheiro - real Adriano Makoto Suzuki/Flickr

As instituições financeiras reduziram, pela nona semana consecutiva, a estimativa de inflação para 2025. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central, a previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 5,10% para 5,09%. Ainda assim, a expectativa permanece acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%. Para 2026, estimativa passou de 4,45% para 4,44%, enquanto as de 2027 e 2028 foram mantidas em 4% e 3,8%, respectivamente. A meta central de inflação para todos esses anos é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Com a inflação acima da meta pelo sexto mês consecutivo até junho, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, enviou uma carta pública ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando os motivos do descumprimento. Segundo o documento, a alta dos preços foi influenciada por fatores como a atividade econômica aquecida, câmbio, energia elétrica e efeitos climáticos.

Mesmo com o recuo recente da inflação, a taxa básica de juros (Selic) permanece em 15% ao ano. Esse patamar foi definido pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) na última reunião, que resultou no sétimo aumento consecutivo dos juros. A decisão surpreendeu parte do mercado, que esperava manutenção da taxa. Na ata da reunião, o comitê indicou que pode manter a Selic no nível atual nas próximas decisões, mas não descartou novos aumentos, caso a inflação volte a subir. A próxima reunião do colegiado será realizada nesta terça (29) e quarta-feira (30).

O Boletim Focus manteve a projeção da Selic em 15% ao ano até o fim de 2025. Para 2026, a previsão é de queda para 12,5% ao ano, com novas reduções estimadas para 10,5% em 2027 e 10% em 2028. A taxa Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Quando os juros sobem, o crédito encarece e o consumo tende a diminuir, o que ajuda a conter os preços. Por outro lado, juros altos também reduzem o ritmo da economia. Já quando a Selic cai, o crédito fica mais barato, estimulando a produção e o consumo, mas com menor controle inflacionário.

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PIB e câmbio

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 foi mantida em 2,23%. Para 2026, a previsão subiu levemente de 1,88% para 1,89%, enquanto para 2027 e 2028 o mercado projeta crescimento de 2% ao ano. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve como principal indicador da atividade econômica.

Impulsionada pelo setor agropecuário, a economia brasileira cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, segundo o IBGE. Em 2024, o país registrou expansão de 3,4%, o maior crescimento desde 2021. Em relação ao câmbio, a previsão para o dólar ao fim de 2025 recuou de R$ 5,65 para R$ 5,60. Para 2026, a expectativa foi mantida em R$ 5,70.

O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central com base em projeções de mais de 100 instituições financeiras. O relatório serve como termômetro das expectativas do mercado sobre os principais indicadores da economia brasileira.

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Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA