Plano contra o tarifaço: emenda pode ser pior do que o soneto
O presidente Lula, o vice Alckmin e a equipe econômica se reuniram hoje (11) para alinhar um plano contra o tarifaço. O objetivo da ação é mitigar eventuais prejuízos às empresas atingidas pelas tarifas de 50% de Donald Trump aplicadas contra o Brasil. Provavelmente, haverá anúncio de linhas de crédito com taxas de juros inferiores às praticadas pelo mercado, prorrogação de pagamento de tributos federais e até compras do governo de produtos perecíveis.
Por mais que as medidas tragam alívio ao setor exportador no curto prazo, há consequências para a população brasileira. Primeiro, porque em economia não existe “almoço grátis”, ou seja, esses subsídios são pagados com o dinheiro do contribuinte. Segundo, porque, com os subsídios, haverá piora fiscal, pressionado a taxa de juros.
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Além desses problemas, uma vez concedido o benefício, é muito difícil depois retira-los do setor. Sem contar que outros setores também vão pedir por mais subsídios. Em resumo, a ajuda do governo a alguns setores poderá trazer mais problemas para o Brasil do que não ajudar as empresas prejudicadas pelo tarifaço de Trump. Como diz o ditado: “a emenda pode ser pior do que o soneto”.
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