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Macroeconomia

Roberto Campos Neto critica proposta de eliminar a escala de trabalho 6×1

Durante uma palestra do Fórum Liberdade e Democracia de Vitória, presidente do Banco Central criticou a proposta e apontou os impactos negativos na produtividade e custos de trabalho

Redação

ENTREVISTA COLETIVA/CAMPOS NETO/SELIC/CICLO - ECONOMIA
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante entrevista coletiva para apresentação do relatório da inflação realizada na sede do BC na capital paulista, nesta quinta-feira, 26 de setembro de 2024. Ele disse que três fatores motivaram, essencialmente, o início do ciclo de aperto monetário: o mercado de trabalho apertado, a revisão para cima no ritmo de crescimento da economia e a piora das expectativas de inflação na ponta. JHONY INACIO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Nesta quinta-feira (14), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, expressou preocupações em relação à proposta da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que visa eliminar a jornada de trabalho 6×1. Segundo Campos Neto, essa mudança seria “bastante prejudicial” para os trabalhadores, pois poderia resultar em um aumento nos custos de trabalho e na informalidade, além de impactar negativamente a produtividade. Em sua análise, Campos Neto enfatizou a importância de manter as reformas trabalhistas em vigor. Ele argumentou que a reforma implementada durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) trouxe melhorias significativas para o mercado de trabalho no Brasil, ao proporcionar maior flexibilidade nas relações trabalhistas.

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A proposta em questão sugere alterações no artigo 7º da Constituição, que atualmente define a carga horária de 44 horas semanais. Campos Neto acredita que a adoção dessa proposta poderia reverter os avanços conquistados nas últimas reformas, comprometendo a estabilidade do emprego. No momento, a PEC conta com 194 assinaturas, passando o número mínimo de 171 para realizar o pedido de protocolo.

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Publicada por Victor Trovão

*Reportagem produzida com auxílio de IA