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Macroeconomia

Se tirar energia, inflação de janeiro foi bem alta

Os números mostram que o combate à alta dos preços está longe de ser ganho; para a população, isso significa perda do poder de compra

Felipe Cerqueira

Movimentação em açougue na região central de Campina
CDG20210716013 Luciano Claudino/Código19/Estadão Conteúdo

Deu nas manchetes hoje do jornal que foi o janeiro com a inflação mais baixa desde 1994. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,16% ante variação de 0,52% em dezembro. A menor inflação já era esperada pelo mercado que projetava uma alta de 0,14%.

Na verdade, a forte desaceleração de um mês para o outro decorreu da queda dos preços de energia elétrica residencial por conta da incorporação do bônus de Itaipu, que permitiu o barateamento das contas de luz. No entanto, se medirmos apenas a inflação dos preços livres – exclusão daqueles administrados pelo governo como luz, água, remédios, planos de saúde, ônibus, entre outros –, a inflação foi de 0,75%. 

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Já a inflação de alimentos, que tem causado dor de cabeça para o governo subiu 0,96%, enquanto a inflação de serviços, que preocupa o Banco Central, ficou em 0,78%. Os números mostram que o combate à alta dos preços está longe de ser ganho. Para a população, isso significa perda do poder de compra. Já, para o presidente Lula, significa aumento da probabilidade de perder as eleições.    

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