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Macroeconomia

Sem reformas, gastos com a Previdência devem subir até R$ 600 bilhões em cinco anos

Estudo realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) destaca que o envelhecimento da população e a baixa taxa de natalidade estão pressionando as finanças públicas do país

Redação

Vista da fachada do posto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado na região central da cidade de São Paulo
Vamos virar a página e INSS vai ser mais forte a partir disso, diz Luiz Marinho BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Sem a implementação de uma reforma previdenciária ou mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC), os gastos do INSS podem crescer em até R$ 600 bilhões até 2040, o que representa um aumento de aproximadamente 50% em relação aos custos atuais. Um estudo realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) destaca que o envelhecimento da população e a baixa taxa de natalidade estão pressionando as finanças públicas do país. Os gastos com aposentadorias e o BPC têm se tornado um dos principais desafios para o Orçamento público, mesmo após a Reforma da Previdência implementada em 2019. O BPC é um benefício assistencial destinado a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência que não conseguiram atingir o tempo mínimo de contribuição para a Previdência. Economistas apontam que as medidas adotadas pelo governo para conter a expansão desses benefícios são consideradas insuficientes.

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A pesquisa indica que a idade mediana da população brasileira subiu de 25 para 35 anos entre 2000 e 2025. Se essa tendência continuar, em 15 anos, mais da metade da população terá mais de 40 anos. Com isso, os gastos com a Previdência podem alcançar 8,3% do PIB em 2040, o que exigirá revisões constantes nas regras previdenciárias e um equilíbrio mais eficaz entre os benefícios assistenciais e os contributivos. O economista Daniel Duque propõe a desvinculação do salário mínimo dos benefícios previdenciários como uma forma de evitar desincentivos à contribuição ao INSS. Ele também ressalta que o investimento público em saúde está aquém da média global e precisa ser ampliado para atender à demanda crescente da população idosa. Além disso, a despesa com educação pode sofrer uma queda, mesmo que o gasto por aluno permaneça constante, devido à diminuição no número de crianças e adolescentes.

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Publicado por Sarah Paula
*Reportagem produzida com auxílio de IA

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