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Macroeconomia

Todos ministros e presidentes de Bancos Centrais mencionaram importância da coalizão entre Mercosul e UE, diz Haddad

Em Buenos Aires, o ministro da Fazenda defendeu que acordo permitirá ao bloco sul-americano 'fortalecer uma posição multilateral importante' e 'explorar possibilidades de cadeias produtivas integradas com a Europa' 

Victor Trovão

O ministro da Economia do Brasil, Fernando Haddad, fala com a imprensa em frente à casa do embaixador brasileiro em Buenos Aires, em 2 de julho de 2025, durante a 66ª Cúpula de Líderes do Mercosul e Estados Associados. Líderes do bloco sul-americano do Mercosul realizarão dois dias de negociações em Buenos Aires, com foco em um acordo comercial de grande porte com a União Europeia, que está sendo bloqueado pela França. (Foto de LUIS ROBAYO / AFP)
O ministro da Economia do Brasil, Fernando Haddad, fala com a imprensa em frente à casa do embaixador brasileiro em Buenos Aires, em 2 de julho de 2025, durante a 66ª Cúpula de Líderes do Mercosul e Estados Associados. Líderes do bloco sul-americano do Mercosul realizarão dois dias de negociações em Buenos Aires, com foco em um acordo comercial de grande porte com a União Europeia, que está sendo bloqueado pela França. (Foto de LUIS ROBAYO / AFP) Foto de LUIS ROBAYO / AFP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, relatou nesta quarta-feira (2) que todos os ministros da Economia e presidentes de Bancos Centrais dos Estados-partes do Mercosul mencionaram, em uma reunião pela manhã, a importância da conclusão do acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia. “É uma oportunidade importante para o Brasil se inserir nesse terceiro bloco que está hoje espremido entre China e Estados Unidos, permitindo ao Brasil e ao Mercosul fortalecerem uma posição multilateral importante, explorando possibilidades de cadeias produtivas integradas com a Europa e melhorando a competitividade da indústria dos dois blocos”, ele disse a jornalistas, na saída do compromisso.

O controle da inflação também foi debatido na reunião, disse o ministro, que também relatou ter apresentado a preocupação de que a política tem de “ajudar a agenda econômica a prosperar” e a atingir as metas definidas em todos os países. Haddad destacou que há diversos projetos em curso para melhorar o comércio no Mercosul. Ele relatou ter ouvido uma proposta da Argentina para padronizar a regulação de produtos industrializados e expedientes sanitários. Disse ainda ter defendido o uso de moedas nacionais para fortalecer o comércio entre Argentina e Brasil.

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Também nesta manhã, o chefe da Fazenda se reuniu com o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo. Na saída do encontro, Haddad destacou bons indicadores no fluxo de comércio e o recorde de turismo entre o país e o Brasil. O total de turistas estrangeiros pode chegar a 10 milhões este ano, afirmou. Falando sobre o acordo de livre comércio entre Mercosul e países do Efta (Suíça, Noruega, Lichtenstein e Islândia), o ministro classificou a assinatura como um “passo importante”.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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