Apple barra apps feitos com ‘vibe coding’ da App Store
No início de 2026, desenvolvedores perceberam que a Apple bloqueava atualizações de plataformas como Replit e Vibecode. Em março, a empresa escalou a ação e removeu ao menos um aplicativo por completo da App Store. O problema está na diretriz 2.5.2 do App Store Review, que proíbe apps de “baixar, instalar ou executar código que introduza ou altere funcionalidades” após a aprovação inicial.
Plataformas de vibe coding colidem com essa regra. Elas permitem que usuários gerem e rodem novos aplicativos dentro de um app hospedeiro usando visualizações web embutidas. O software pode mudar inteiramente depois que a Apple aprovou a versão original.
Qualidade e segurança como argumentos
A Apple listou preocupações que vão além de política. Ferramentas de IA frequentemente expõem chaves de API no lado do cliente ou pulam verificações de autenticação. Código gerado costuma não ter tratamento de erros, validação de entrada e lida mal com valores fixos no código. A arquitetura resultante mistura lógica de negócios e renderização de interface, o que dificulta correções futuras.
A posição da Apple tem uma contradição aparente. A empresa integrou recentemente modelos da OpenAI e da Anthropic ao Xcode, seu ambiente oficial de desenvolvimento. A distinção é clara: usar IA como ferramenta para ajudar programadores profissionais a escrever código melhor é aceito. Entregar aplicativos brutos gerados por IA que passam por cima do processo de revisão não é. A Apple ofereceu um meio-termo: aprovar plataformas de vibe coding se elas abrissem o software gerado em navegador externo, em vez de rodá-lo dentro do app.
A Apple não tem medo de vibe coding. Tem medo da qualidade ruim e dos riscos de segurança que vêm com software gerado por IA sem supervisão rodando nos dispositivos dela.
Fonte: 9to5Mac, reportagem sobre rejeição de apps de vibe coding pela Apple (março de 2026); Apple, App Store Review Guidelines, diretriz 2.5.2.