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Chip quântico Willow do Google supera supercomputador por fator de 13 mil

O Google Quantum AI apresentou o Willow, processador quântico de 105 qubits que executou um algoritmo chamado Quantum Echoes e obteve resultado 13 mil vezes mais rápido que o supercomputador Frontier, um dos mais potentes em operação. O artigo foi publicado na Nature em 2025, em parceria com a Universidade de Berkeley.

Giovanni Coco

Chip quântico Willow do Google supera supercomputador por fator de 13 mil
CHIP QUÂNTICO DO GOOGLE SUPERA SUPERCOMPUTADOR Divulgação

O dado que separa esse teste dos anteriores é a verificabilidade. Resultados quânticos costumam ser difíceis de confirmar por máquinas clássicas. No caso do Quantum Echoes, a checagem pode ser feita por outros dispositivos quânticos ou pela própria física do sistema. O Google Quantum AI declarou que este é “o primeiro resultado quântico repetível e verificável que supera capacidade clássica”.

O algoritmo opera em quatro etapas. Na primeira, os 105 qubits interagem e espalham informação. Na segunda, um qubit é perturbado para criar caos controlado. Na terceira, o sistema reverte sua evolução, como se rebobinasse o tempo. Na quarta, mede-se o “eco” resultante para verificar quanto da informação original sobreviveu. Computadores clássicos não conseguem acompanhar a velocidade com que a informação quântica se espalha nesse tipo de operação.

Aplicação prática já testada

Em experimento paralelo, os pesquisadores usaram o Quantum Echoes para mapear a estrutura de moléculas. Simulação molecular é um dos campos onde a computação quântica promete resultados antes, principalmente em descoberta de fármacos e ciência de materiais. O próximo objetivo declarado do Google é construir um qubit lógico de longa duração, passo necessário para um computador quântico com correção total de erros. IBM, Intel e D-Wave trabalham no mesmo problema.

Computadores quânticos não vão substituir notebooks. A expectativa é que substituam os supercomputadores usados para treinar modelos de IA. O Willow não vai curar doenças amanhã, mas é o sinal mais claro até agora de que processadores quânticos estão saindo da teoria para virar ferramenta.

Fonte: Google Quantum AI, artigo publicado na Nature (2025), pesquisa em parceria com Universidade de Berkeley.