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IA do DeepMind resolve problemas matemáticos que estavam abertos há décadas

O Google DeepMind revelou que seu modelo interno “Aletheia”, parte do programa Gemini Deep Think, atingiu 90% no IMO-ProofBench Advanced, benchmark construído em torno de provas de nível de Olimpíada Internacional de Matemática. O resultado foi divulgado em fevereiro de 2026.

Giovanni Coco

IA do DeepMind resolve problemas matemáticos que estavam abertos há décadas
IA RESOLVE PROBLEMAS MATEMÁTICOS HÁ DÉCADAS ABERTOS Divulgação

Há dois anos e meio, chatbots erravam álgebra básica. O Aletheia resolveu quatro problemas abertos do banco de dados Erdős, contribuiu para artigos de pesquisa publicáveis e enfrentou questões de nível de doutorado em algoritmos, economia, otimização de aprendizado de máquina e até física de cordas cósmicas.

A mudança vai além de benchmarks. O que o DeepMind descreve é uma alteração no fluxo de trabalho científico. Em vez de substituir pesquisadores, modelos como o Aletheia funcionam como multiplicador de força: recuperam conhecimento instantaneamente, verificam provas com rigor, buscam contraexemplos e conectam domínios de pesquisa distantes. Cientistas ficam com a profundidade conceitual e a direção criativa. A IA assume o trabalho pesado de raciocínio estruturado.

O que muda na ciência

A transição que o DeepMind descreve é de assistente para colaborador, de chatbot para parceiro de pesquisa. A pergunta que o laboratório coloca não é “a IA consegue resolver matemática”. É “o que acontece quando cada cientista tem um motor de raciocínio de nível olímpico disponível sob demanda”.

Se esse padrão se mantiver, a próxima década de descobertas pode não ter aparência exclusivamente humana. Falta saber se o desempenho do Aletheia escala para modelos maiores e para tipos de problemas mais complexos, como contornar barreiras de segurança de modelos.

Fonte: Google DeepMind, programa Gemini Deep Think / modelo Aletheia, fevereiro de 2026.