Botafogo faz “final” contra San Lorenzo por vaga nas oitavas da Libertadores

  • Por Agencia EFE
  • 08/04/2014 16h26

Buenos Aires, 8 abr (EFE).- Derrota é uma palavra que não pode passar pelo pensamento dos jogadores do Botafogo na partida contra o San Lorenzo nesta quarta-feira, no estádio Nuevo Gasómetro, pela última rodada do grupo 2 da Taça Libertadores.

Se quiser sair classificado para às oitavas de final da competição continental sem depender de qualquer resultado, o Alvinegro precisa vencer. Caso empate, o Fogão torcerá para que o Independiente del Valle não vença fora de casa a Unión Española por dois gols de diferença ou mais.

O Botafogo é vice-líder da chave, com 7 pontos, dois a mais que del Valle e San Lorenzo, terceiro e quarto colocados, respectivamente. A distância para o time chileno, líder da chave, é de dois pontos, ou seja, é possível ao clube carioca, inclusive, terminar no primeiro lugar.

Por isso, o duelo vem sendo tratado pelo elenco do Botafogo como “jogo do ano”. O técnico Eduardo Húngaro garantiu que o time vai atrás de vencer em Buenos Aires para não depender de ninguém.

“Em nenhum momento a comissão técnica pensou em preparar a equipe para buscar o empate. Não temos garantia de que o empate nos dá a classificação. Temos que pensar em vencer. Acho que é o melhor momento em termos ofensivos da equipe e será um jogo muito equilibrado entre dois times experientes”, disse.

O comandante do Fogão ignorou ainda o retrospecto do time atuando como visitante na Libertadores. Até agora, o registro é de um empate, com a Unión Española em 1 a 1, e uma derrota, para o Independiente del Valle por 1 a 0.

“A gente esteve próximo de vencer no Equador, esteve próximo de vencer no Chile, até mais do que no Equador. São jogos diferentes, adversários diferentes, ambientes diferentes, e embora a gente não tenha vencido fora, tivemos condições de vencer”, afirmou.

A equipe tem dois desfalques importantes para o confronto: o lateral-direito Edílson e o volante Marcelo Mattos, suspensos. Lucas será o titular na direita. Aírton e Bolatti disputam vaga no meio. O argentino reclamou de dores no joelho esquerdo no treino do último domingo, mas foi liberado para viajar com a delegação.

No adversário, a partida também é vista como uma final, principalmente porque o time argentino, que venceu o Torneio Apertura no ano passado, vem dando prioridade neste semestre a Libertadores, campeonato que nunca conquistou.

“Partidas como esta contra o Botafogo são finais e temos 90 minutos para seguir vivos na Taça Libertadores. Vai ser um jogo muito duro, e não devemos deixar a ansiedade da torcida nos contagiar, apesar de saber que em alguns momentos teremos de arriscar mais”, garantiu o técnico Edgardo Bauza.

A situação da equipe argentina é ainda mais complicada que a do Botafogo. O San Lorenzo só se classifica se vencer, e se o Independiente del Valle tropeçar. Para aumentar o drama, Bauza não contará com o meia Leandro Romagnoli, nem com o zagueiro Fabricio Fontanini. Héctor Villalba e Carlos Valdés serão seus respectivos substitutos.

No outro jogo da chave, que será disputado no Chile, apesar de o Unión Española já estar classificado e o Independiente del Valle precisar da vitória para avançar de fase, a promessa é de muita emoção.

O time chileno não está acomodado com a vaga antecipada, e quer garantir a primeira posição, além de somar mais pontos, para tentar subir na tabela de líderes e assim jogar em casa, ao menos nas oitavas e quartas de final. De olho nisso, o técnico Diego Sánchez utilizará sua força máxima na partida.

Enquanto isso, ao Independiente de Valle vai para partida em situação parecida com a do San Lorenzo. O time precisa dos três pontos e torcer para um resultado favorável no outro jogo. Em caso de empate ou derrota para o Unión Española, estará eliminado.

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Prováveis escalações:.

San Lorenzo: Torrico; Buffarini, Valdés, Gentiletti e Mas; Kalinski, Mercier, Villalba e Piatti; Correa e Blandi. Técnico: Edgardo Bauza.

Botafogo: Jefferson, Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Aírton (Bolatti), Gabriel, Jorge Wagner e Lodeiro; Wallyson e Ferreyra. Técnico: Eduardo Hungaro.

Árbitro: Juan Soto (Venezuela), auxiliado pelos compatriotas Carlos López e Luis Murillo.

Estádio: Nuevo Gasómetro, Buenos Aires (Argentina). EFE