Técnico Carille evita comentar planejamento do Corinthians para 2020

  • Por Jovem Pan
  • 20/10/2019 16h35
Daniel Vorley/AGIF/Estadão ConteúdoA impaciência do treinador vem pela péssima sequência do time na temporada

Em entrevista coletiva após a derrota do Corinthians por 2 a 1 para o Cruzeiro, o técnico Fábio Carille se recusou a comentar o que diretoria e comissão técnica estão pensando para o clube em 2020. O treinador tem contrato até o fim do ano que vem e a direção garantiu sua permanência no cargo.

“Já começamos o planejamento, já falamos sobre isso. Chega agosto, setembro, é normal começar a ver o outro ano. Já falei o que penso das nossas carências, não vou repetir novamente, a diretoria concorda, e estamos trabalhando em conjunto para melhorar”, afirmou.

A impaciência do treinador vem pela péssima sequência do time na temporada e também pela dificuldade financeira enfrentada pelo Corinthians.

Em campo, são cinco jogos no Campeonato Brasileiro sem vitórias, com a vaga para a Copa Libertadores de 2020 começando a ficar ameaçada. Fora dele, o déficit anual passa dos R$ 100 milhões, sem contar a dívida para pagar a arena. A Caixa Econômica Federal cobra na Justiça R$ 536 milhões referentes ao financiamento que não está sendo pago desde março – há ainda um valor milionário a ser pago para a Odebrecht.

Todos esses problemas, de certa maneira, contribuem para a permanência de Carille no comando da equipe. Sem dinheiro, o clube não tem como pagar a multa rescisória ao treinador e também teria dificuldades para contratar um substituto renomado.

Reforços no elenco

Já a busca por reforços caminha, mas caminha lentamente. No início do mês, o clube acertou com o atacante Matheus Davó, de 20 anos, que defende o Guarani na Série B.

Mas a atual temporada mostra que apostar em jovens não será suficiente para poder brigar de igual para igual com Flamengo e Palmeiras. O time não tem, por exemplo, um lateral-esquerdo em condições de ser titular, já que Danilo Avelar e Carlos Augusto demonstraram em inúmeras oportunidades a falta de qualidade técnica.

Carille, em entrevistas anteriores, disse que também sente falta de um meia que chegue mais na área e chute no gol. O treinador cobra especialmente que Mateus Vital e Pedrinho façam essa função. A função de camisa 9 também segue sem um dono. Gustavo deixou há tempos de justificar seu apelido de Gustagol, e Boselli e o treinador parecem não se entender.

O Corinthians chega para a reta final do torneio com o objetivo de conquistar uma vaga na Libertadores. “Sei que trabalho muito, meu grupo trabalha demais. Mesmo com tantas dificuldades ainda estamos na parte de cima. Se melhorar, vamos continuar em cima e conseguir nosso objetivo.”

*Com Estadão Conteúdo