Dinamarca fará ‘boicote comercial’ à Copa do Mundo do Catar por violações de direitos humanos

Marcas dos patrocinadores não serão expostas durante o torneio, e no lugar aparecerão mensagens humanitárias

  • Por Jovem Pan
  • 17/11/2021 20h49
Robert Perry / EPA / EFE Zagueiro Kjaer passa a bola em jogo da Dinamarca contra a Escócia Kjaer é o capitão da Dinamarca, seleção que foi bem na última Eurocopa e nas Eliminatórias Europeias

A Federação Dinamarquesa de Futebol (DBU, na sigla em dinamarquês) anunciou que fará um boicote comercial à Copa do Mundo do Catar, que será disputada em 2022, por conta de violações de direitos humanos no país do Oriente Médio, como a proibição da homossexualidade e as más condições trabalhistas dos operários que construíram os estádios. A principal medida será a substituição da estampa dos patrocinadores na camisa de jogo por mensagens humanitárias, mas a DBU também limitará o número de integrantes da delegação como forma de demonstrar que estão ali apenas pelo evento esportivo e não para promover os eventos paralelos. A Dinamarca se classificou para a Copa de forma direta ao vencer nove dos dez jogos do grupo nas Eliminatórias europeias.

“A seleção masculina fez uma qualificação excelente e garantiu a classificação da Dinamarca para a Copa do Mundo em tempo recorde. A DBU há muito critica fortemente a Copa do Mundo no Catar, mas agora estamos intensificando nossos esforços e um diálogo crítico ainda mais. Usaremos o fato de estarmos classificados para trabalhar por mais mudanças no país”, disse o presidente da DBU, Jakob Jensen, que também elogiou os patrocinadores por aceitarem não ter asa marcas expostas. “É um sinal muito forte quando nossos parceiros também lutam por melhores condições no Catar. Os parceiros apoiam o futebol dinamarquês, a seleção nacional masculina e a participação esportiva na Eurocopa e no Mundial”, declarou Jenssen.