Empresa cria plataforma de doação para ajudar clubes do interior em meio à pandemia

Elo se une ao projeto Largados F.C. e lança a campanha ‘Em Campo Pelo Interior’ com o intuito de amenizar os efeitos econômicos decorrentes da crise da Covid-19 no futebol brasileiro

  • Por Jovem Pan
  • 07/08/2020 14h16 - Atualizado em 07/08/2020 14h44
Divulgação/ C.A.Linense / ECJR Photocine / Ed'Carlos

Uma das principais empresas de tecnologia de pagamentos do Brasil, a Elo se une ao projeto Largados F.C, uma iniciativa privada que busca ajudar clubes interioranos, para lançar a campanha “Em Campo Pelo Interior”. Pensada para amenizar os efeitos econômicos decorrentes da pandemia do novo coronavírus no futebol brasileiro, a iniciativa arrecadará doações no site elo.com.br/largados para ajudar os clubes de cidades do interior do País. Por terem fontes de renda mais restritas que as equipes das capitais, esses times têm enfrentando mais dificuldade para pagar despesas e manter os salários em dia após a paralisação de mais de 100 dias do esporte no Brasil.

A campanha já está no ar e permite que cada clube determine qual será a meta de doações a ser atingida, de acordo com a sua respectiva situação financeira. Para participar da campanha, basta que o representante legal de cada agremiação preencha um formulário com as informações solicitadas. “Sabemos da dificuldade que os clubes regionais passam para se manter e como a pandemia foi cruel. Então, entramos em campo com o Largados F.C. para criar essa corrente de solidariedade e ajudar o futebol do interior a se recuperar o quanto antes”, afirmou Luis Cassio de Oliveira, diretor de marketing e comunicação da Elo.

A Elo é a atual patrocinadora da Copa do Brasil, além de já ter apoiado algumas competições estaduais e o Campeonato Brasileiro. O Largados F.C foi criado em 2016 por torcedores e nasceu com o intuito de resgatar a tradição do futebol do interior e dar mais atenção aos clubes de fora das capitais. De acordo com dados divulgados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 2019, dentre os 88 mil jogadores registrados no País, 55% recebem apenas um salário mínimo. E a maioria deles atua por equipes do interior.