Copa do Mundo: jogadores africanos deverão pagar taxa de US$ 15 mil para entrar nos EUA

As seleções afetadas pela medida são Senegal, Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim e Tunísia

  • Por Jovem Pan
  • 30/03/2026 17h22
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EFE/EPA/Rungroj Yongrit Torcedores do Senegal homenageiam Papa Bouba Diop Papa Bouba Diop era o camisa 29 na partida contra a França em 2002

A menos de três meses para o início da Copa do Mundo de 2026, uma decisão extracampo do governo dos Estados Unidos gerou polêmica e tensão diplomática no cenário esportivo. A administração de Donald Trump anunciou que jogadores, comissões técnicas e torcedores de cinco nações africanas deverão efetuar o pagamento de uma taxa elevada para obter o visto de entrada no país.

A exigência consiste em um depósito caução no valor de US$ 15 mil por pessoa (aproximadamente R$ 79 mil, na cotação atual). Segundo o governo norte-americano, o montante funciona como uma garantia financeira: o valor seria reembolsado integralmente aos visitantes assim que deixassem o território dos Estados Unidos após o encerramento da participação de suas seleções no torneio.

As seleções afetadas pela medida são:

  • Senegal;
  • Argélia;
  • Cabo Verde;
  • Costa do Marfim;
  • Tunísia.

FIFA busca intervenção

A medida causou revolta imediata entre as federações de futebol dos países envolvidos, que alegam que o custo é proibitivo e discriminatório, especialmente para os torcedores.

Diante do impasse, a FIFA informou que abriu uma linha de negociação direta com a Casa Branca. No entanto, o foco da entidade máxima do futebol é restrito: a tentativa de isenção deve contemplar apenas os jogadores e membros das comissões técnicas, deixando os torcedores dessas cinco nações ainda sob a obrigatoriedade do pagamento para acompanhar o Mundial.

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