Lisca sugere ‘auxílio emergencial da bola’ aos mais necessitados: ‘Convoco os colegas da Séries A e B’

Para o treinador do América-MG, a CBF, as federações e os principais clubes do Brasil poderiam se unir para criar um fundo com o objetivo de ajudar os jogadores que sofrerão mais com a paralisação dos campeonatos

  • Por Jovem Pan
  • 22/03/2021 11h49 - Atualizado em 22/03/2021 16h15
GUSTAVO RABELO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDOLisca é o técnico do América-MG

O treinador Lisca, do América-MG, afirmou no último domingo, 21, em entrevista coletiva, que é a favor de um “auxílio emergencial da bola”, onde a CBF, as federações e os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, que costumam estar em melhores condições financeiras, ajudariam os times pequenos durante a paralisação no futebol — assim como outros Estaduais, o Campeonato Mineiro foi interrompido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), devido ao agravamento da pandemia da Covid-19.

“Não podemos deixar nenhum profissional desatendido, não só no futebol. Já tivemos auxilio emergencial que foi fundamental. Meu irmão está com restaurante fechado em Porto Alegre. Prejuízo enorme. Vários profissionais autônomos que não estão trabalhando. Se tiver que parar… Os clubes menores… Acho que nós, treinadores e clubes das Séries A e B, CBF e Federações, deveriam se mobilizar para criar auxílio emergencial do jogador de futebol profissional pelo tempo que ele ficar parado. Ajudando os clubes que não tiverem capacidade para pagar esses profissionais pelo tempo que ficarem parado”, sugeriu Lisca. “É hora da gente, em melhor condição, se sacrificar e ajudar todos. Está caindo de maduro para a gente do futebol fazer isso. Eu me despenho para puxar essa campanha, convoco meus colegas das Séries A e B para iniciar esse processo”, completou.

Lisca também voltou a falar sobre o desabafo que fez no começo do mês, quando pediu para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) paralisar a Copa do Brasil. “Não sou a favor ou contra de nada. Dei a minha opinião sobre as viagens da Copa do Brasil, há três semanas (…) A minha colocação foi de ver os deslocamentos da Copa do Brasil. Hoje eu vi vários infectologistas falando que isso é uma bomba. A Ponte e o Marília estão com casos. O Marília foi para Varginha, depois não sei aonde. Jogaram os caras na estrada. Eu avisei há duas semanas que seria difícil”, lembrou. “Faço um apelo para toda a população de Minas. Vamos ficar em casa, nos cuidar, está bem difícil”, completou.