‘Oswaldo não saiu pelo problema com o Ganso’, diz presidente do Flu

  • Por Jovem Pan
  • 04/10/2019 13h11
ANDRé MELO ANDRADE/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOOswaldo de Oliveira foi demitido do Fluminense

Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, disse que a demissão do treinador Oswaldo de Oliveira não se deu pela discussão com Paulo Henrique Ganso. Em coletiva, nesta sexta-feira (4), ele anunciou a efetivação de Marcão e explicou a saída do técnico.

“O Oswaldo não saiu pelo problema que ele teve com o Ganso. Se deu pela relação insustentável dele, principalmente com o nosso torcedor. Já havia uma animosidade, mas o profissional entrou em rota de colisão e agiu de forma agressiva com o nosso torcedor. Não dá para ficar. Temos que suportar o momento de dificuldade sem agredir o nosso torcedor. Quando aconteceu aquilo, entendemos que era insustentável. Até porque ele não teria tranquilidade para trabalhar”, disse.

Oswaldo de Oliveira foi demitido logo após o empate com o Santos, que ficou marcado pelo forte bate-boca com Ganso. Na ocasião, o armador não gostou de ser substituído e chamou o treinador de “burro”. O técnico, então, respondeu dizendo que o atleta era um “vagabundo”.

Em sua terceira passagem pelo time das Laranjeiras, Oswaldo comandou o time em apenas 8 jogos, colecionando 2 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. Questionado se a contratação do antigo técnico foi precipitada, Mário Bittencourt negou.

“Não existe dentro do futebol reações precipitadas, porque trabalhamos todos os dias, às vezes mais de 16 ou 17 horas. Acontecem decisões que dão certo ou não dão certo ao longo do tempo. Isso vale para qualquer ramo de atividade também. Um bom gestor toma muitas decisões, porque pior do que tomar decisões equivocadas é não tomar decisões. Se tivermos um saldo positivo, vamos fazer uma boa gestão”, declarou o mandatário.

“Naquele momento, discutimos amplamente que tínhamos opções anteriores. Tentamos o Dorival, que não pôde aceitar. Depois, optamos pelo Abel, que não quis pegar um trabalho em andamento. Nessa linha, o Oswaldo também apareceu como opção. E em nenhum momento ele saiu por pressão da torcida. Saiu por critérios técnicos, mas também porque a relação com a torcida ficou insustentável”, continuou.