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Abel Ferreira se retrata após ser acusado de xenofobia em coletiva

Por meio da assessoria de imprensa do Palmeiras, treinador afirmou que não teve a intenção de ofender e apenas utilizou uma expressão comum no futebol

Luisa Cardoso

O técnico Abel Ferreira foi acusado de usar uma expressão xenofóbica ao analisar a atuação do Palmeiras na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-GO, na noite de quinta-feira (11), pelo Campeonato Brasileiro. A fala ocorreu durante a coletiva de imprensa no Allianz Parque, após a partida, quando o português comentou sobre o bom desempenho tático do time alviverde. “Isso não é uma equipe de índios. Há uma organização e dentro dessa organização há liberdade para eles criarem, para se ligarem e há princípios de jogo que nós temos, um deles é o equilíbrio, e o Aníbal é um desses pêndulos, esse motorzinho, que não só tem como tarefa ser a primeira cobertura, como também ligar jogo e pôr a equipe a jogar”, disse Abel. Abel se manifestou após a repercussão negativa da fala.

Por meio da assessoria de imprensa do Palmeiras, o treinador afirmou que não teve a intenção de ofender e apenas utilizou uma expressão comum no futebol. “Vivo e trabalho no Brasil desde 2020 e tenho profundo respeito por todos os brasileiros. As pessoas já conhecem o meu caráter, as minhas condutas e as minhas ações sociais. Sabem também que eu repudio por completo toda forma de preconceito”, disse o treinador. O crime de xenofobia está incluído na Lei Nº 9.459/97, mais conhecido como Lei do Racismo, que cita a “discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Uma eventual punição vai desde multa e, em casos graves, reclusão de uma a três anos.

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Abel Ferreira foi vítima de xenofobia em março deste ano, ao ser chamado de “português de m…” por Carlos Belmonte, diretor de futebol do São Paulo, após empate por 1 a 1 em clássico no MorumBIS, pelo Paulistão. O dirigente foi julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e se desculpou com o treinador, além de pagar multa de R$ 50 mil e ser proibido de ir a jogos do time no torneio. Em setembro do ano passado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) classificou como xenofóbicas as insinuações e comparações feitas pelo português João Martins, auxiliar técnico do Palmeiras, após o empate com o Athletico-PR pelo Brasileirão. O profissional criticou o comportamento de jogadores brasileiros, afirmando que os atletas fazem o futebol nacional parecer um “teatro”, com pouca credibilidade na Europa.

Na mesma entrevista, ele citou que o time alviverde era propositalmente prejudicado pela arbitragem, afirmando não ser bom para o “sistema” um mesmo time vencer o Campeonato Brasileiro por anos seguidos. À época, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o auxiliar com três jogos de suspensão. O Palmeiras faz confronto direto pela liderança na próxima rodada, em visita ao Botafogo, no Engenhão. Como o Flamengo teve o jogo com o Internacional adiado, o duelo no Rio, quarta-feira, dia 17, definirá quem fechará a 17ª jornada no topo após a disputa na edição passada, na qual os paulistas viraram para 4 a 3 e arrancaram para o título.

Publicado por Luisa Cardoso

*Com informações do Estadão Conteúdo

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