Abel se assusta com Covid-19 no país, teme surto no Palmeiras e chama Dérbi de ‘rachão’

Assustado com os números da pandemia no Brasil, o técnico português declarou que é preciso esquecer o clubismo e a rivalidade para combater a pandemia

  • Por Jovem Pan
  • 04/03/2021 10h45 - Atualizado em 04/03/2021 14h10
Foto: MARCELLO ZAMBRANA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOAbel Ferreira durante partida entre Palmeiras e Corinthians, pela segunda rodada do Paulistão 2021

O treinador Abel Ferreira declarou que teme um surto de Covid-19 no elenco palmeirense após o empate em 2 a 2 com o Corinthians, clube que diagnosticou 19 infectados pelo novo coronavírus na última terça-feira, 2. Em entrevista coletiva após a partida de ontem, realizada na Neo Química Arena, pela segunda rodada do Campeonato Paulista 2021, o português também disse estar assustado com os números da pandemia no Brasil, além da falta de controle das autoridades.

“Temo, temo (um surto no Palmeiras). Eu tive uma conversa com nosso diretor. Eu preferia jogar contra o Corinthians com força máxima, clássicos são bons para isso. Mas mais do que falar do que passou no Corinthians, quero falar no geral”, comentou Abel Ferreira. “Quando cheguei aqui, fiquei espantado. Na Europa tivemos dois lockdowns, que era só ficar em casa. Quando cheguei aqui vi que, de fato, as regras tinham que ser mais rígidas. Assusta a quantidade de mortos. Eu sou apaixonado pelo futebol, mas futebol sem vida não é nada. O que posso dizer é para que sejamos responsáveis. Assusta quando ligo o jornal e vejo as notícias, os hospitais lotados. Temos que esquecer o clubismo, a rivalidade, e lutar por uma causa. A Covid é um rival que não tem dó, que mata”, completou o técnico.

Quanto ao jogo, Abel Ferreira afirmou que a forte chuva foi determinante para o Palmeiras perder a vantagem de 2 a 0 e sofrer o empate, classificando o final do jogo como um “rachão”. “Foi determinante (a chuva). Quem estava em casa, viu. Tivemos dois jogos. Um jogo até os 30 minutos, onde fomos superiores, e depois quando apareceu a chuva. É só ver como o nosso adversário fez os gols, se adaptou bem. A chuva tem influência direta sob as características do time que tínhamos em campo, nosso meio gosta mais de trabalhar a bola, de jogar, de construir, não é um meio-campo de bola no alto, de segundas bolas”, analisou. “Quando o jogo passou a ser mais físico, de segundas bolas, aí o nosso adversário foi melhor e fez dois gols. O primeiro em função do estado do gramado, que foi minha grande preocupação, meu medo era que tivéssemos lesões. Era um rachão, meu maior medo era uma lesão”, complementou.