Palmeiras pagará R$ 130 mil ao São Paulo por locação do Morumbi

Evento drive-in, organizado pela administradora da arena, impediu a realização do clássico contra o Santos na casa do alviverde

  • Por Jovem Pan
  • 24/08/2020 17h40
VAN CAMPOS/O FOTOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDOClássico foi disputado no Morumbi por conta de evento no Allianz Parque

A locação do Morumbi para a partida do último domingo, contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, vai custar R$ 130 mil ao Palmeiras. O valor foi revelado nesta segunda-feira pelo boletim financeiro do jogo, documento publicado pela CBF. Ao todo, o Verdão gastou R$ 172,2 mil com a partida, realizada na casa do São Paulo porque o Allianz Parque, casa do Palmeiras, foi cedido a um evento de drive-in com transmissão da final da Liga dos Campeões.

Em obras, o Pacaembu, que costuma ser utilizado em situações como esta, não poderia acomodar a partida. A diretoria palmeirense escolheu então o estádio do Tricolor pela qualidade do gramado e pela localização, evitando o deslocamento para outras cidades. O valor do aluguel foi acertado entre as diretorias antes da partida. Pela primeira vez em 13 anos, o Palmeiras foi ao estádio como mandante, e venceu os santistas por 2 a 1.

O documento publicado pela CBF mostra a assinatura de um representante do Palmeiras como ciente das despesas do jogo. Fora o aluguel de R$ 130 mil, a equipe teve custos com a arbitragem, prestadores de serviço, alimentação de funcionários da segurança e despesas com o controle de dopagem. Toda a despesa conta como responsabilidade do mandante.

Pelo contrato firmado entre o Palmeiras e Allianz Parque, a cada vez que o time não puder atuar na arena por causa de um evento, deve ser ressarcido por uma multa – o valor corresponde a 50% da renda bruta com a bilheteria da partida disputada em outro estado. Em jogos sem público, como o deste domingo, não há no contrato nenhuma previsão que oriente o que deve ser feito.

Nem o clube nem a administração da arena esclareceram como serão divididos os custos da partida. É possível que o tema seja discutido até mesmo na câmara de arbitragem, junto com outras pendências relativas ao contrato entre as partes. O Palmeiras, por exemplo, exige o ressarcimento de todos os jogos disputados fora do estádio desde sua inauguração, já a gestora entende que deve ser reembolsada por despesas do estádio referentes a água e luz nos dias das partidas.

* Com Estadão Conteúdo