Pedro revela sentimento de ser reserva no Flamengo em 2020: ‘Não foi fácil’

O centroavante também falou sobre a possibilidade de atuar ao lado de Gabriel Barbosa e admitiu o desejo de voltar a ser convocado para defender a seleção brasileira

  • Por Jovem Pan
  • 04/03/2021 15h40
Reprodução/Twitter/P9Pedro comemora título com a camisa do Flamengo

Contratado em definitivo por 14 milhões de euros (mais de R$ 87 milhões), Pedro foi campeão brasileiro com o Flamengo em sua primeira temporada no clube carioca, tendo números expressivos. O atacante, ainda assim, ficou na maior parte do tempo no banco de reservas, sendo utilizado pelos treinadores (Domènec Torrent e Rogério Ceni), na maioria das vezes, como um 12º jogador da equipe rubro-negra. Nesta quinta-feira, 4, o centroavante admitiu o incômodo por não ganhar mais minutos, destacando o seu trabalho psicológico no período.

“Dentro do tempo que tive em campo, acredito que tenha sido uma boa temporada. Mesmo com a minutagem baixa, consegui aproveitar bem as oportunidades. Tive que trabalhar muito o meu psicológico para poder aproveitar os minutos em que entrava. Não foi fácil, confesso. Requer ainda mais concentração e pontaria. Fazendo um balanço como um todo, acredito que contribui muito e em momentos decisivos para a equipe. Que 2021 seja ainda melhor”, disse Pedro, em entrevista ao “Ge.com”, destacando a sua determinação nos treinamentos e classificando a temporada como positiva.

“Mesmo não sendo titular, procurei me manter concentrado naquilo que precisava fazer. No dia a dia procurava aprimorar ainda mais a minha finalização para ter essa margem de erro quase zerada. Tivemos um momento muito complicado após a goleada contra o Del Valle na Libertadores. Depois daquele jogo consegui ser peça importante do time. Acredito que esse poder de decisão venha da minha entrega e do meu psicológico”, completou.

Pedro, na maior parte do tempo, foi reserva de Gabriel Barbosa, ídolo do time e herói na conquista da Libertadores da América de 2019. No entendimento do centroavante, ele e o companheiro podem atuar juntos. “Eu vejo com os melhores olhos possíveis. Nós somos jogadores de características diferentes. Gabi mais de mobilidade, eu mais de área e pivô. Se o Rogério quiser, estaremos preparados para atendê-lo. Treinamos algumas vezes juntos e acredito que a resposta foi boa. Eu, Gabi e Rogério já conversamos muito sobre isso. Ele procura sempre nos passar o que precisamos fazer em caso de estarmos juntos em campo”, declarou o jogador, que admitiu a vontade de jogar a Copa América deste ano com a seleção brasileira.