Há 31 anos, Nelson Piquet se tornava bicampeão da Fórmula 1

  • Por Agencia Brasil
  • 15/10/2014 11h43 - Atualizado em 06/11/2017 11h39
Nelson Piquet

Há 31 anos, em 15 de outubro de 1983, Nelson Piquet se tornava bicampeão da Fórmula 1.

A conquista foi na prova de Joanesburgo, na África do Sul, quando o brasileiro cruzou a linha de chegada na terceira posição.

Era um dia de sábado, Piquet tinha que reverter a vantagem de Alain Prost, que chegava à última prova daquela temporada como líder, com 57 pontos, contra 55 de Nelson.

A pole-position para a corrida final ficou com Patrick Tambay, da Ferrari. Piquet e Riccardo Patrese, ambos da Brabham, vinham logo atrás.

Na largada, o melhor cenário possível se desenhou: o então vice-líder do campeonato assumiu a liderança e foi escoltado pelo italiano, que pulou para segundo e passou a controlar o ritmo do pelotão.

Prost vinha em situação completamente desfavorável. Largando em quinto, havia conseguido subir à quarta colocação, mas a combinação das posições, naquele momento, não lhe dava o título.

Nem mesmo o terceiro lugar, que alcançou ainda na primeira parte da prova, seria suficiente enquanto Piquet estivesse na liderança.

Mas o pior ainda estava por vir: na trigésima quarta volta, o francês parou nos boxes para o que parecia ser uma simples troca de pneus, mas, com problemas no turbo de sua Renault, deixou o carro e abandonou o GP, o que praticamente decidiu o título.

Com Prost fora, Piquet poderia chegar até em quarto lugar que seria bicampeão.

Desta forma, diminuiu o ritmo e passou a poupar o fôlego de seu motor BMW, o que permitiu a aproximação e a ultrapassagem não só de seu companheiro de equipe, Patrese, como também do azarão Andrea de Cesaris, que vinha em boa atuação com sua Alfa Romeo.

Ao final, a Itália celebrou a dobradinha, Patrese chegou à primeira vitória no ano, De Cesaris conquistou o terceiro dos cinco pódios de sua acidentada carreira e Piquet levou seu segundo título de forma soberba, graças à arrancada no fim da temporada.

O resultado colocava Nelson Piquet em posição de igualdade ao pai da dinastia brasileira na Fórmula 1, o também bicampeão Emerson Fittipaldi, que naquela altura já tentava a sorte na América.

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