Oswaldo admite “extrema decepção” com diretoria do Corinthians após demissão

  • Por Estadão Conteúdo
  • 16/12/2016 17h10

Oswaldo de Oliveira disputará seu primeiro clássico desde o retorno ao Corinthians

Oswaldo de Oliveira disputará seu primeiro clássico desde o retorno ao Corinthians

Em suas primeiras declarações após ter sido demitido do Corinthians, o técnico Oswaldo de Oliveira criticou duramente o clube paulista nesta sexta-feira. O treinador afirmou sentir “extrema decepção” com a decisão do presidente Roberto de Andrade, que o demitiu na quinta após somente dois meses de trabalho à frente do time.

“O presidente do Corinthians tem todo o direito de tomar as decisões que ele entender as melhores, mas me reservo o direito de contestá-las. Por isso, quero deixar claro meu descontentamento e extrema decepção com minha saída do Corinthians”, afirmou Oswaldo, em nota.

O treinador foi demitido na quinta, um dia após se reunir com o presidente Roberto de Andrade, com o diretor de futebol Flávio Adauto e o gerente de futebol Alessandro Nunes. Bastante magoado, Oswaldo ainda criticou a postura dos dirigentes nas conversas que culminaram sua saída.

“Quando o presidente Roberto de Andrade me ligou enquanto eu ainda era técnico do Sport, a insistência dele era para que eu assumisse o clube imediatamente, porque ele precisava do meu trabalho para começar logo o planejamento para 2017… Assim, da mesma forma que o presidente admite que errou ao me contratar, quero dizer que cometi também um grande equívoco de avaliação ao acreditar no que ele me disse sobre haver um planejamento para 2017”.

Oswaldo assumiu sua “parcela de responsabilidade” pelo momento ruim do time, que não conseguiu a vaga na Copa Libertadores do próximo ano. Mas lembrou da situação difícil em que o clube já estava antes de sua contratação.

“É preciso que as pessoas não se esqueçam do contexto envolvendo o Corinthians em 2016. Houve troca de comando técnico, na comissão técnica e saída de jogadores importantes. Tudo isso contribuiu muito para este período de transição que o clube vive hoje. Assumo minha parcela de responsabilidade no processo, mas será que trocar o treinador que estava cuidando do planejamento para o ano que vem resolve todos esses problemas? O problema era só esse?”, questionou.

O treinador afirmou que estava participando normalmente da montagem do elenco da equipe para a próxima temporada. “Com empenho e compromisso, trabalhei dia e noite durante esses dois meses visando a conquista de uma vaga na Libertadores de 2017, assim como na montagem do elenco para a próxima temporada. Estávamos trabalhando duro para montar um time forte e vencedor, como é o perfil do Corinthians. Não merecia um desfecho dessa maneira”, afirmou.

“Eu era um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair do CT. E eu me orgulho disso. Mais do que minha obrigação profissional, era um prazer trabalhar no e para o Corinthians. Não sou uma pessoa que sento em cima de glórias do passado, mas acho que a história que o Corinthians e eu construímos juntos não merecia um desfecho dessa maneira”, lamentou Oswaldo.