Ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo e o filho serão julgados em tribunal da França
O senegalês Lamine Diack, presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), e o filho dele Papa Massata Diack serão julgados na França por encobrir casos de doping de atletas da Rússia, segundo informações obtidas pela Agência Efe.
Os dois deverão se sentar no banco dos réus do Tribunal Correcional de Paris com mais três pessoas, após o resultado de uma investigação aberta em 2015, sobre o esquema para ocultar os testes positivos de exames antidoping de russos no atletismo.
Lamine Diack, de 86 anos, é acusado dos crimes de corrupção ativa e passiva, além de participar de uma organização criminosa para lavar dinheiro. Papa Massata, por sua vez, responde por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
O jornal francês “Le Monde” publicou em maio que, em troca da “vista grossa” dos serviços antidoping da IAAF, Lamine Diack, presidente da entidade entre 1999 e 2015, recebeu dinheiro da Rússia para campanhas políticas no Senegal.
Além disso, o acordo permitiu o desenrolar de negociações com patrocinadores russos, antes da realização do Campeonato Mundial de Atletismo, que aconteceu em Moscou, em 2013.
O julgamento acontecerá na França, porque segundo o “Le Monde”, parte do dinheiro pode ter sido lavado no país, onde Lamine Diack também é suspeito de ter permito que o filho desviasse dinheiro da IAAF
- Com informações da EFE
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