Presidente do COI demonstra otimismo com retorno de competições

Thomas Bach diz ser possível realizar campeonatos mesmo que a vacina ainda não tenha sido desenvolvida

  • Por Jovem Pan
  • 22/09/2020 19h21 - Atualizado em 22/09/2020 19h22
EFEThomas Bach é o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI)

O alemão Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), se mostrou animado com o retorno de algumas competições esportivas, que estavam paralisadas em razão da pandemia da Covid-19, e emitiu nesta terça-feira, através de uma carta aberta, uma mensagem de otimismo quanto à realização dos Jogos de Tóquio, em 2021.

“Foi demonstrado que é possível a realização de competições mesmo sem vacina”, escreveu Bach no documento dirigido à ‘família olímpica’, no qual, no entanto, se mostrou empolgado com a possibilidade de haver em breve uma imunização para prevenir o contágio pelo coronavírus.

“Há sinais muito animadores da comunidade científica e médica sobre a disponibilidade de vacinas aprovadas nos próximos meses, talvez mesmo antes do final deste ano. Os avanços nos testes e vacinas facilitarão muito a organização segura de eventos esportivos. Todos devemos levar em conta o tempo de disponibilidade dessas novas ferramentas ao agendar nossos eventos”, disse.

Para o presidente do COI, a boa recepção das recentes competições mostra que não só os atletas, mas também o público, aguardavam ansiosos o retorno do esporte. “É parte integrante de suas vidas”, comentou. Os Jogos de Tóquio deveriam ter acontecido entre 24 de julho e 9 de agosto deste ano, mas foram remarcados, e serão realizados entre 23 de julho e 8 de agosto do ano que vem, em razão da pandemia. Bach prometeu que o COI acompanhará o progresso da ciência, mirando o sucesso dos eventos.

“O COI continuará estudando estes avanços (científicos) de perto. Também estamos avaliando as consequências que teriam na organização de eventos esportivos, desde a necessidade de mudar certas regras de nossas respectivas organizações até aspectos médicos, econômicos, sociais e logísticos. Para isso, continuamos a cooperar estreitamente com a Organização Mundial da Saúde, autoridades públicas, especialistas médicos e científicos, assim como empresas farmacêuticas”, comprometeu-se.

* Com EFE