Rafaela Silva é bicampeã mundial de judô; Daniel Cargnin conquista o bronze no masculino
A judoca brasileira Rafaela Silva voltou ao topo do mundo e conquistou o bicampeonato mundial de judô neste sábado, 8, em Taskhent, no Uzbequistão. Ela derrotou a japonesa Haruka Funakubo na decisão da categoria até 57kg, com um wa-zari, faltando 30 segundos para o término da luta. A judoca estava suspensa há dois anos por dopping e perdeu, inclusive, as Olimpíadas de Tóquio no ano passado. Ela retornou aos tatames no fim do ano passado, chegando a conquista a medalha de prata no Grand Slam da Hungria, e um bronze no Grand Slam da Geórgia e no Pan-Americano. Ela ocupa a sexta posição no ranking mundial. Rafaela iniciou o caminho até a decisão vencendo a anfitriã Nilufar Ermaganbetova (UZB). Nas oitavas, derrotou Ivelina Ilieva, da Bulgária. Nas quartas, venceu a ucraniana Daria Bilodid, que foi bronze na última edição dos Jogos Olímpicos, e na semi derrotou a israelense Timna Nelson-Levy, atual campeão europeia. Foi sua terceira participação em mundiais. Anteriormente, Rafaela havia ficado com a prata no mundial de Paris, em 2011. Dois anos depois, em 2013, conquistou o ouro no Mundial do Rio de Janeiro.
O judô brasileiro também fez história no masculino. Daniel Cargnin ganhou o bronze na categoria até 73kg no Campeonato Mundial. O Brasil não beliscava uma medalha entre os homens desde 2017. Na ocasião, David Moura e Rafael Silva conquistaram o prata e o bronze, respectivamente. Foi o primeiro Mundial de Cagnin na categoria. Ele foi medalhista em Tóquio na categoria até 66kg. Na disputa pelo bronze, ele venceu o italiano Manuel Lombardo após aplicar um Ippon. O judoca brasileiro começo venceu o romeno Alexandru Raicu. Em seguida venceu Rustam Orujov, do Azerbaijão, e Alexander Gabler, da Alemanha, nas oitavas de final. Nas quartas foi derrotado pelo israelense Tohar Butbul. Venceu a repescagem contra Lasha Shavdatuashvili, da Geórgia, que possibilitou que disputasse o bronze.
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