Exclusivo: Preparador de Gabriel Medina vê ‘má vontade’ da WSL com brasileiros

‘Na bateria com o Kanoa, já houve essa ‘dificuldade’ com o Gabriel Medina porque eles não queriam uma final brasileira’, disse Allan Menache, citando a semifinal dos Jogos de Tóquio, em entrevista ao Grupo Jovem Pan

  • Por Jovem Pan
  • 29/07/2021 11h02 - Atualizado em 29/07/2021 11h03
Reprodução/Twitter/@timebrasilGabriel Medina ficou na quarta posição nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Os torcedores brasileiros ficaram revoltados com a arbitragem na derrota de Gabriel Medina para Kanoa Igarashi, do Japão, na semifinal do surfe nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Para o preparador físico do surfista bicampeão do mundo, Allan Menache, porém, o critério duvidoso dos juízes não chega a surpreender. Isto porque, no entendimento do profissional, existe uma má vontade da World Surf League (Liga Mundial de Surfe, traduzindo para o português) com os atletas do Brasil. “Na bateria com o Kanoa, já houve essa ‘dificuldade’ com o Gabriel Medina porque eles não queriam uma final brasileira. Eles tentaram a todo custo e conseguiram. A onda do Kanoa vale, no mínimo, meio ponto a menos do que a do Gabriel. Teve mão na prancha, onda menor… Tudo bem que a projeção dele foi boa, quase perfeita, mas o Gabriel fez um aéreo de backside, aterrissou bem e sem a mão na borda da prancha. A final era para ser brasileira. O Gabriel também foi prejudicado na disputa do bronze. Então, tem muita má vontade da WSL com os brasileiros e isso vai ser cada vez mais frequente”, disparou em entrevista exclusiva ao repórter Raphael Thebas, do Grupo Jovem Pan.

“A bateria desenrolou de uma forma que as notas foram invertidas, no sentido de valorização excessiva do Kanoa. As duas melhores notas do japonês foram supervalorizadas, principalmente o 9.33, em relação ao 8 do Gabriel Medina, que não teve mão na borda”, disse o preparador. “A gente tem visto no circuito mundial nas regras. Então, a WSL começou a mudar essas regras porque está incomodada com o domínio dos brasileiros nos circuitos. Então, eles mudaram o formato e diminuíram a quantidade de brasileiros que participam dos ‘challenges’. Agora, temos menos eventos de classificação para esses ‘challenges’, que depois dão vaga para os circuitos. Essa limitação faz parte da ideia da WSL em conter a entrada de novos brasileiros no circuito mundial, que era incontrolável. Na verdade, eles não estão sabendo trabalhar o surfe no Brasil”, completou.