Marta deixa futuro na seleção em aberto e lamenta eliminação em Tóquio: ‘Faltou paciência’

A capitã da seleção pediu para que os torcedores e a imprensa não apontem culpados depois da desclassificação para o Canadá e afirmou que ‘o futebol feminino não termina aqui’

  • Por Jovem Pan
  • 30/07/2021 08h27 - Atualizado em 30/07/2021 08h27
REUTERS/Amr Abdallah DalshMarta durante a eliminação do Brasil para o Canadá nas quartas de final da Tóquio-2020

Capitã e estrela da seleção brasileira feminina, Marta lamentou a eliminação nos pênaltis diante do Canadá nesta sexta-feira, 30, nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Em entrevista ao Grupo Globo, a seis vezes melhor do mundo disse que faltou paciência ao Brasil para definir o confronto no tempo regulamentar e na prorrogação. Ainda assim, a craque pediu para que os torcedores e a imprensa não apontem culpados depois da desclassificação. “Em alguns dias, as coisas não funcionam. Começamos bem no jogo, poderíamos ter aberto o placar, mas faltou paciência. Poderíamos ter aproveitado melhor algumas situações. São coisas que acontecem, e nem sempre o melhor ganha. Agora, é pensar no futuro, continuar apoiando a modalidade. O futebol feminino não acaba aqui, ele continua. Aqui, não tem culpado. Fizemos o que estava ao nosso alcance, não nos faltou nada”, falou com os olhos marejados.

Aos 35 anos, Marta não cravou que esta tenha sido sua última competição com a camisa da seleção brasileira. “Fica o gostinho de que poderia mais. Falei para Formiga que gostaria de lutar por mais uma medalha com ela, mas agradeço toda a dedicação dela pela seleção. Ela poderia ter tido um final mais feliz, mas ela é guerreira. Eu não sei [se é a despedida], é difícil dar essa resposta agora. Muitas coisas passam pela minha cabeça agora, estou com a cabeça a mil. Peço que as pessoas não apontem o dedo para ninguém. A nova geração não pode pagar por uma desclassificação em Olimpíada. Temos que parar de cobrar tanto, porque não houve um investimento lá atrás”, completou a lenda. “Eu continuo achando que a gente tem que chorar no começo para sorrir no final. É a minha maneira de encarar os desafios. A gente entra em campo para se divertir, para jogar grandes campeonatos, como esse. A seleção vai continuar sem a Marta e Formiga, e que ela pode colher bons frutos”, finalizou.