Thiago Braz diz que sonhou com o bronze e comemora: ‘A medalha representa resiliência’ 

O saltador sofreu para retomar o ritmo após a Rio-2016, trocou de técnico e foi desligado pelo Pinheiros em abril de 2020 devido à pandemia do novo coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 03/08/2021 10h47 - Atualizado em 03/08/2021 10h49
Gaspar Nóbrega/COBThiago Braz foi bronze no salto com vara das Olimpíadas de Tóquio

Campeão da Rio-2016, Thiago Braz teve um percurso bem complicado até ganhar a medalha de bronze no salto com vara nas Olimpíadas de Tóquio, sofrendo para retomar o ritmo, trocando de técnico e até ficando sem clube – ele foi desligado pelo Pinheiros em abril de 2020 devido à pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao Grupo Globo após o terceiro lugar na capital japonesa, o paulista enalteceu a representatividade da conquista e revelou que sonhou com o pódio. “Essa medalha representa uma resiliência. Em cinco anos, nada foi fácil para mim, mas me superei e estou trazendo a medalha para o Brasil. Agradeço à minha esposa e a todos que me ajudaram para estar aqui. Falando em crença, eu acredito muito em Deus. Foi o que me deixou de pé em todos esses anos. Eu estava confiante para conseguir esse ouro, mas fiquei com o bronze, que é ótimo também. Dois dias atrás, eu tinha sonhado que tinha ficado com o bronze. Eu não gostei porque queria a de ouro, mas foi muito legal. O que eu tenho de experiência, eu vou guardar para sempre. Sempre guerreando!”, festejou.

Além dos problemas citados, Thiago Braz também teve problemas físicos ao longo das Olimpíadas. “Não foi fácil. Eu não estava 100% hoje, fui aquecendo durante a prova e sentindo. O sinais foram acontecendo, tudo prosperando ao meu redor”, relatou o saltador, que acredita que pode retomar o nível apresentando em 2016, quando bateu o recorde olímpico em 6m03 – a marca ainda não foi superada por nenhum atleta. “Eu estou muito grato por voltar a pegar pódio. Dentro das coisas que podem acontecer, eu vi que posso saltar a 5m90 ou até 6 metros. Infelizmente, em um erro bobo, eu cai em cima da vara e não fiquei com a prata”, arrematou o esportista de 27 anos, que tornou-se o oitavo brasileiro a ganhar uma medalha em Jogos no atletismo.

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